segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ódio

"Eu odeio aquela pessoa!!!"

Quantas vezes eu já ouvi isso, palavras saídas com a mesma naturalidade de tantos lábios como seriam as palavras "Nossa, eu acho que chove hoje".
Se bem que, as vezes, o comentário meteorológico tem mais intenção do que o outro.
Ha de se imaginar uma cara de nojo, um esgar, olhos faiscando numa expressão que, por sí só já traria o peso do sentimento.

Mas não, o que vejo é quase algo despreocupado, uma expresão vazia, impessoal ou até mesmo afetada.

Me pergunto se a pessoa usa aquelas palavras sabendo do peso que carregam. Não, não sabe.

Eu, que sou tachado de mal-humorado, sistemático e chato; eu que tenho (como tantos) regras e normas pessoais que gosto de seguir; eu que me incomodo e me estresso (esqueci do "estressado") até mesmo com o barulho do caminhão do lixo em outro quarteirão. Eu não posso dizer que odeio alguém.

Raiva? Sim, algumas pessoas me põe irritado, raivoso. Furia? Já tive meus acessos de fúria, afinal, nosso controle é pura fachada, e não nego o sangue quente que carrego nas veias.

Ódio? Não. Odiar alguém é algo que eu ainda não sei o que é. Se o amor, como eu o vejo, é o sentimento que suplanta qualquer coisa e sua tempera nunca se perde, então o ódio é o mesmo sentimento, a mesma intensidade e a mesma perseverança.

E ambos em sentidos opostos. Alguém digno de ódio deveria ser a pessoa que representaria meu antagônico. A pessoa cuja existência nega, oblitera, deturpa e ofende tudo em que acredito, seria a encarnação do meu mal, meu anticristo. Seria alguém a quem eu dedicaria minha existência para destruir, da forma mais violenta, sanguinolenta, dolorosa e lenta que fosse possível.

Não. Ainda não há alguém digno disso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Retorno

Aos poucos vou retornando...

Trabalho é sempre algo desinspirador.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Das coisas que acontecem quando crescemos...

Hoje tive um daqueles momentos de iluminação, sabe, um daqueles que acontecem quando uma janelinha se abre em algum lugar e algo se traduz como sendo mais do que sua crua realidade... entendeu? Não? Bom, é por aí...

Eu chamo de Teoria do Chaveiro, ou dos chaveiros dependendo...

É a clara "evolução" a qual estamos atrelados. E tudo se traduz em chaves, dessas de abrir portas.

O primeiro jogo de chaves que conquistamos, lá atras, na adolescência, sõ as chaves da porta de casa, quandoe estamos autorizados a sair por conta própria, mas tendo aquele horario para chegar em casa.

E ela segue. Depois vem a chave do carro (as vezes do pai primeiro, mas não demora muito e temos nossa própria), depois da casa própria (ou alugada, mas o que importa é que essa é SUA). Depois, com o casamento, vem a chave da casa do sogro, e para alguns sortudos, a chave da "casa de férias".

E a essas junta-se a chave do escritório, do portão do condomínio, da caixa de correio, do cofre do banco, etc...

Veja suas chaves. Elas são o que você está se tornando...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

E se aproxima o inverno

O Frio. Tão aclamado por muitos, tão destestado por outros muitos. Sou da segunda opinião. Não gosto do frio, prefiro a sensação de estar derretendo sob um sol escaldante a tolerar essa rigidez imposta pela baixa temperatura.

Mas o inverno me traz ainda outras lembranças, ruins no fim, mas lembranças como sempre. Foi em um começo de inverno que conheci a pessoa que mais marcou meu "pobre e sofrido coraçãozinho". Por sete meses o frio não me incomodou. Por sete meses pisei em nuvens, por sete meses o mundo era um lugar de cores berrantes, risadas cristalinas, sorvetes, cinema, calor, carinho e pouquíssima preocupação. Dinheiro? Gastava-o sem medidas (não que fosse muito, mas tudo o que tinha era gasto com prazer). E ao fim deste sete meses me sobraram um coração marcado, um mundo de sonhos postos abaixo e, especialmente, a ausência total de lágrimas (que só foram retornar no fim do ano passado, quando minha mãe morreu).

Depois daquele inverno, pouco ou nada sobrou de toda minha doçura, minha candura, minha aprazibilidade. Amarguei, como cachaça ruim, como café de terceira. As cores não se foram, o que eu perdi foi a capacidade de ser agradável. Enchi-me de minhas manias, entupi meu ser de regras, normais, diretrizes, esquemas, padrões e definições. Tranquei o mundo em uma caixa de vidro e passei a estuda-lo de fora.
Nada era tão agradável quanto deixar um rastro de irritação por onde passasse.

Ou seja, me tornei um chato.

Mas hoje, ao ver o que ocorre com outras pessoas, especialmente com pessoas próximas a mim, passei a temer pelo fato de que elas venham a ficar do mesmo modo. E o pior é que, por falta de diálogo, elas caminham para um final inevitavelmente evitável. Basta que eles conversem, basta que cutuquem um pouco as próprias feridas, deixem grande parte do orgulho de lado, prestem atenção no que seus coração urram.

Eu já carrego o peso do meu mundo nas costas. E percebi que durante todo esse tempo que eu "xregi a orquestra", nada fez diferença alguma. Pessoas continuaram com suas vidas, evoluiram, enquanto eu fiquei com minha birra, minha cisma, meu sentimento de que precisava me isolar.

E nada disso vale a pena. O mundo é um só para qualquer um de nós. Nada do que pensemos, nada do que fizermos vai nos colocar no centro dele. E não importa o quanto eu deteste o inverno, ele sempre vai voltar, e com ele as lembranças.

E que venha o frio.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Das músicas que, as vezes, dizem algo...

As vezes, quando menos se espera, uma pare da rotina revela um pequeno lampejo que interrompe todas as linhas de pensamento, faz parar a engrenagem do dia e me obriga a vir aqui.

Digo isso pois, mesmo não tendo uma "hora certa" para fazer postagens, costumo pensar no que escrever antes de iniciar o processo. Mas hoje não foi assim.

Estava eu em meus afazeres trabalhísticos costumeiros, com música rodando como pano de fundo quando inicia-se "I know why you whana Hate Me" do Limp Bizkit. Até aí nada demais, é uma música que eu gosto e, como outras antes, apenas servia como pano de fundo. Mal presto atenção as letras das músicas. Ouço o que ouço, na maioria das vezes, pelo conjunto da obra, e não pelo fato de a letra dizer "isso" ou "aquilo". mas, por qualquer motivo que seja, acabei prestando atenção a letra.

E lá pelo meio da música veio o lampejo. Uma frase: "Because Life is a Lesson, You learn it when you in trought" - "POrque a Vida é uma lição, Você aprende só quando está dentro".

É a típica resposta curta para a pergunta "Porque a vida é assim? Porque isso ou aquilo acontece sempre?". Para entender a vida, primeiro, você tem que vivê-la. E ao final vai acabar entendendo que o "sentido da vida" é apenas ser vivida.

Nada de jeito certo, de "bom caminho", nada disso, apenas viver, como quiser, como for possível, fazendo-se o que tiver que ser feito. Não há um significado oculto, não há uma formula mágica, ou, numa frase clichê: "Não existe o camino, existe apenas o caminhante".

Viva e deixe viver. E, aproveitando ainda outra frase ouvida no fim de semana: "There is a lot of things to think about, but nothing to worry about" - "Existe muito o que se pensar, mas nada com que se preocupar".

domingo, 17 de maio de 2009

Sansão e Napoleão

Antes de mais nada,isto não tem nada a ver com as duas figuras históricas que tem este nome, mas sim, sobre um livro A Revolução dos Bichos - George Orwell (pseudonimo de Eric Arthur Blair).

A história narra a saga de uma granja, onde seus bichos se revoltam contra o julgo do maléfico Sr.Jones - proprietário da tal granja - "Granja do Solar", devido aos maus tratos perpetrados por aquele.

Um grupo de porcos toma a liderança da fazenda, após o bem sucedido levante, e estabelece novas regras, de forma que os bichos passem a ter uma vida digna e justa.

Isso não ocorre, e eu me cativei especialmente pelo personagem Sansão, um cavalo de tração dono de uma força digna do nome que carrega, mas que mesmo com todo seu poder muscular, sujeita-se as regras, sempre tendo duas frases como bordão: "Napoleão tem sempre razão" e "trabalharei mais ainda".

Napoleão é o porco-chefe (depois de uma série de eventos), e é ele quem orquestra o desenrolar dos fatos na Granja.

E vendo o que ocorre lá, não posso deixar de comparar com o que ocorre aqui. Me sinto como Sansão, trabalhando além de minhas forças e recebendo nada em troca, a não ser mais trabalho.

mas o pior é o fato de que, conscientemente, sabemos como as coisas ocorrem, e nada fazemos no intuito de mud-alas. esperamos sempre alguém gritar "me ajudem, eu prometo que tudo irá mudar".

A verdade é: nunca muda, nem mesmose nós estivéssemos lá. Quem tem o poder, só o tem porque a situação assim o favoreceu. Mudar essa situação é abolir o Status Quo, e assim, deixar o poder escapar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Somos quem somos

Hoje me peguei olhando uma foto minha de infância, vestido com a camisa do time do coração, segurando com orgulho infantil um pequeno cartaz com o placar favorável do jogo. Pela data, eu devia ter lá meus dois anos de idade.

Dias felizes...

E olhando aquela foto, resgatando um pouquinho da simplicidade daqueles dias, um "algo" acontece e, como uma tremenda bofetada de dedos espalmados, me mostrou a dura realidade daquilo que me tornei ou, ainda, do que todos nós nos tornamos quando envelhecemos.

O pressuposto é que, com a idade, o homem deveria ficar mais sábio. Discordo, com veêmencia, disso. A idade nos torna mesquinhos. Mais e mais centrados em nós mesmos, mas não de um modo livre.

Ao invés de passarmos a nos preocupar apenas em fazer o que nos dá prazer, mais e mais olhamos a volta caçando um motivo que seja para justificar o fato de que somos, todos, infelizes em grande parte. Não temos o que desejamos, não fazemos tudo o que queremos, as coisas não funcionam como deveriam, a maior parte de nosso dia é ocupado por algo que nos incomoda e no fim sempre culpamos alguém ou alguma coisa pelas nossas mazelas.

Vingança, cega e mal direcionada, é o que move a grande maioria das pessoas. O chefe, o vizinho, o conhecido que se deu bem na vida, Deus, Diabo, Azar ou seja lá qual for o alvo do "por causa disso eu estou assim", esquecemos de pensar que, as vezes, o maior mal causado a nós mesmos vem de dentro. E sempre, sempre e sempre, o sentimento do "um dia ele me paga" - sendo o "ele" qualquer coisa que não a própria pessoa - é a melodia que ouve-se dia após dia, do amanhecer ao alvorecer.

Nossas canções de ninar, hoje, não falam mais de bois com caras pretas. Nesses dias, para domir, nos embalamos no som profundo e grutual do ódio ao fato de sermos quem somos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Senso de Humor

“A vida, segundo me parece, tem um estranho senso de humor, para o bem ou para o mal.”

Ao ler esta frase, recebida via SMS por um mui dileto amigo, a qual se referia a estranheza de que, durante os períodos mais atribulados de nossa vida, a mesma acaba por proporcionar-nos situações em que ora nos afundamos na maior das decepções, ora nos entupimos até as narinas de esperança.

É fato que, a ele, talvez tais definições sejam dignas de crítica. Mas o que me move, neste momento, é a constatação que algo, uma engrenagem por detrás dos panos, move-se independente do que nós decidimos para nossas vidas, nosso cotidiano e, especialmente, para nossos “planos futuros”.

A impressão que fica é que esse “algo”, essa “força oculta por detrás de tudo”, está, constantemente a conspirar para que, na maioria das vezes, nossas ações resultem em redundantes fracassos. Nosso destino, no fim das contas, está fora de nossas mãos, controlados por essa entidade, dotada de um imenso senso de humor negro, a qual se diverte em nos empurrar, para cima e para baixo, feito baratas perdidas em um labirinto sem saída, o qual tem como único objetivo, nos fazer padecer a míngua, enquanto somos observados atentamente em nossa agonia lenta, cega e solitária.

Mas, será mesmo? Ou será que não são apenas coincidências? Será, talvez, nossa eterna tentativa de justificar o injustificável? De achar uma razão no irracional? Nosso egocentrismo de pensar que somos tão especiais a ponto de ter um “ser supremo” exclusivamente para ferrar com nossa existência?

O que me lembra uma frase dita em um filme cujo título se perdeu em minha memória, a qual diz algo como: “Porque, às vezes, um rangido em uma casa velha é apenas um rangido em uma casa velha”.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

E continuando...

(aviso, antes de iniciar a leitura desta postagem o autor, no caso eu, recomenda a leitura do post anterior)

Alma, espírito ou seja lá qual for a terminologia que se queira escolher para definir esse "ser". Ele está aqui para aprender, experimentar, testar e avaliar.

A grande questão é: O que? Qual é o assunto a ser aprendido por "ele"?

Voltemos ao exemplo do computador (e apenas para esclarecimento, utilizo o "computador" com amplas liberdades de pensamento pois, como o próprio texto explicará, seria a mesma situação aplicada a nós).

No ambiente virtual, na web, o "plano digital", onde nossa existência é impossível, ele se torna nosso "eu". Ele é a versão digital de todos nós. E, ainda abusando da mencionada liberdade, vamos atribuir-lhe uma "consciência" nesse plano digital. Assim, ele vive nesse "plano", interage com ele, do mesmo modo como nos interagimos com nosso plano. E vem a questão: Mas ele sabe que esá sendo operado por um homem?

Resposta: Não! Assim como nossa consciência reflete nosso conjunto de aprendizado ao longo da vida, do mesmo modo, a "consciência" dele seria reflexo de sua programação. Ele segue o que foi programado, a base de seu comportamento são os dados inseridos nele, e ela vai se modificando a medida que novos dados são inseridos.

Isso me parece muito com o próprio desenvolvimento do homem, mas, continuemos.

Ele não tem consciência de que seus atos foram pré-programados, e que tudo que ele faz, na verdade, são comandos enviados por um ser "superior". Ele não tem consciência do teclado acoplado ao seu intelecto, e tudo o que nós digitamos ele compreende como sendo "pensamentos" dele. Ele faz o que se manda, sem ter a consciência de que são ordens. Ele testa, faz, desfaz, grava, apaga, modifica e etc, sob nossa orientação, mas "acreditando" que são decisões dele.

E o mais importante, ele não faz a menor idéia do que nós pretendemos. Ele não sabe o porque faz o que faz, o porque as coisas acontecem daquele jeito e, hipoteticamente, começa a criar teorias sobre isso.

O ponto é: o que nós fazemos com ele? Muito simples. Você pega cria um programa, faz toda a programação, coloca ele em um computador e deixa ele rodar para ver se ele funciona e o que vai acontecer. e para o computador? Bom, digamos que foi algo como "E se eu misturar salitre, enxofre e carvão, moer tudo e colocar fogo?". para nós o "resultado final" não seja apenas esse programa, mas sim, uma série deles ainda por ser feitos. Para o computador, aquilo foi uma experiência completa. Ele não faz idéia de que há mais por vir, e se fizer, encara como fruto de sua própria "inteligência". mas é provável que o que ele pense estja milhas distante do que pretendemos.

É o que, eu acho, ocorre conosco em relação ao "ser espiritual" ou "alma". Fomos programados? É possível. Do mesmo modo, é possível que o que fazemos, pensamos, sentimos, as coisas que ocorrem (ou não ocorrem) sejam o resultado dessa experimentação. Acontece conosco o que ocorre com o computador. Estamos cegos sobre o que "ele" quer aprender, e tratamos de lidar com nosso dia a dia, obedecendo (as vezes) nossa consciência, tomando decisões com base em nosso julgamento.

E assim como nosso hipotético computador consciente, teorizamos sobre o porque "somos assim", o porque "fazemos o que fazemos", gastamos tempo tentando fazer nossa mente atingir um nível de compreensão inalcançável. Seria como se o compuador tentasse saber como é o gosto de um copo de café em nosso plano.

E desse jeito esquecemos de fazer o óbvio: viver o momento presente.

Mas, no fim, é só uma teoria...

domingo, 3 de maio de 2009

Alma

Muitas vezes eu mesmo me vi envolvido em discussões que envolviam o assunto. “Onde fica a consciência, o que é a alma, o que espírito”.
Normalmente as pessoas com quem esse assunto surgia eram adeptas fervorosas de alguma religião, o que atrapalhava um pouco o desenvolvimento do assunto, pois a invariável resposta era “Alma é o que Deus deu a cada um de nós, e é o que nos diferencia dos animais”.
Poderia ser uma resposta satisfatória. Todo mundo tem uma alma, e quando morremos, fim de papo. Mas não. Segundo a crença católica, a alma “vai para a vida eterna”, segundo o Kardecismo “ela volta para a espiritualidade, para retornar mais tarde e continuar sua missão”.
E, por algum motivo, eu sempre discordei disso tudo. Houve até um tempo em que eu sequer acreditava na existência de uma alma, ou espírito,que para mim são exatamente a mesma coisa. E essa explicação religiosa (e estou incluindo o Kardecismo aqui, pois não considero ele como “Filosofia”) de que a alma vinha aqui apenas para sofrer, pagar suas dívidas e “evoluir” era papo-furado.
Mas, num pequeno lampejo ao vir do almoço, eu percebi que sim! Isso pode proceder! E a luz que surgiu foi justamente isso que você que esteja lendo isso está usando neste momento. O Computador.
A pequena discussão interna (sim, eu argumento comigo mesmo, apesar de isso parecer improdutivo) era sobre a memória, assunto para outra postagem, mas que acabou por conduzir a linha de pensamento nessa direção.

É deste modo. Imagine a web como sendo um “plano digital de existência” e nossa “realidade” como sendo um “plano físico de existência”. Nós, seres humanos, dotados de propriedades físicas limitadas, não conseguimos traduzir em nosso supercomplexo cérebro o código binário de um computador. Explico: não é possível pegar um arquivo de computador, transferi-lo para seu cérebro e “abri-lo” lá dentro. Nosso cérebro não é binário, e essa “linguagem” é impossível de ser operada DENTRO do cérebro. Para isso usamos um “ser” que faz a ponte entre os dois planos, o “plano digital” e o “plano físico”: O Computador.

Ele “pensa” na linguagem binária, e assim, traduzimos o “plano digital” para o “plano físico”. Ele é nosso “corpo” na web. E vem a pergunta, qual a finalidade de usar-se um computador? Qual a finalidade que damos a ele? Resposta: aprendizagem. Na web (uso esse exemplo pois ela é o maior motivo atualmente para se ter um computador) não procuramos por informações que já sabemos, e sim, por novos dados sobre coisas que já sabíamos, ou por informações sobre algo que queremos aprender.

E daí acabei fazendo a mesma relção entre corpo-espírito/alma. A alma, ou espírito, existe em um “plano espíritual”, enquanto o corpo vive no “plano físico”. E ela precisa aprender sobre este plano, ela faz experimentos aqui, testa teorias, mas não pode interagir diretamente com o plano físico, pois a linguagem física é imcompreensível para ela. Assim, o corpo se torna o “tradutor”, a ponte entre esse dois planos, exatamente como o computador.

E ainda outro detalhe. Proteção. Imagine que você está navegando na web e um vírus infecta seu computador e apaga todos os dados. Fisicamente você nada sofreria (a não ser a extrema irritação e desespero, mas isso não conta), sua saúde não seria afetada, seus conhecimentos também não. Você ainda saberia tudo o que sabia antes, o único que sofre é o computador que, neste caso, é descartável. O mesmo se aplica a alma/espírito. O corpo funcionaria como escudo para evitar que todo o aprendizado dela fosse afetado. A “saúde” da alma ficaria intacta caso algo acontecesse com o corpo, e este último seria descartado no caso de os danos serem sérios.

Continuarei neste assunto adiante. Ainda há material para mais uma postagem, e prefiro assim a fazer uma só postagem imensa.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Normais"?!

Ainda no inspirativo momento do "porque as coisas acontecem como acontecem", ontem, assistindo a mais um daqueles "chatíssimos" documentários de canais como o Discovery Channel, o tema era "O Universo".
depois de ouvir muita coisa que eu já sabia, coisas simples, corriqueiras, tais como o processo que leva uma estrela a "ascender", sabe, essas coisas que todo mundo poderia morrer sem saber que não iria fazer diferença nenhuma... enfim...

As tantas, os astrônomos começaram a enumerar as, e aqui repito as palavras deles, "coisas estranhas mais normais do universo" (sim, isso mesmo, uma coisa estranha e normal...), e a lista começou com os meninos-maus universais, os buracos negros, e começou a se estender para coisas ainda mais incomuns, estranhas e normais, tais como materia escura, anãs negras, ULGIR (Ultra Ligthing Galaxies in the Infra Red - Galaxias Ultra Luminosas no Infra Vermelho - em portugues daria para escrever GULIVer...) e finalmente energia escura.

Até que, no meio do documentário, uma astrônoma disse "a coisa mais estranha do universo, estranha mesmo, é a Terra"...

Deu um estalo. Concordo com ela. Se for considerar-se a quantidade de requisitos necessários para gerar vida, ou pelo menos, vida como a nossa, é tão grande, mas tão grande, que gozação a parte, um arroto mais forte do sol a algumas centenas de milhares de milenios e nada disso aqui existiria. E mesmo agora. Basta um terremoto solar mais forte e tchau Terra... ou pelo menos, tchau vida...

... E o povo preocupado com a crise nos Estado Unidos...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cara ou Coroa?

Da ultima postagem, a frase que ficou no fim.

Considere a quantidade de coisas que acotecem, e que podem mudar os rumos de sua vida. Considere a quantidade delas que aconteceram desde que você nasceu. Considere tudo. Pensando nisso, mais e mais acabo percebendo o quão imbecil é a pretenção de alguns em "prever o futuro".
É como na história de Édipo (se não me engano, sou mestre em trocar nomes). Resumindo, se seus pais não o tivessem levado ao oráculo, ele não teria sido abandonado a morte, não teria crescido sem saber quem era seu pai e não teria concretizado a profecia.
Ou seja, "prever o futuro", seja lá qual for, nada mais é do que forjar ferramentas para direcionar os atos naquela direção. Mas não é esse o ponto.

Tantas coisas precisaram acontecer, tantos eventos precisaram se encadear para que, neste momento, eu estivesse aqui, escrevendo isso que, se um ato, um gesto, um segundo que seja fosse alterado, eu provavelmente não estaria aqui ou sequer existiria. E nada garante que eu vou continuar aqui por muito tempo. Posso, ao escrever estas palavras, estar fazendo os últimos atos em vida. E cada gesto que eu faço altera meu futuro.

Desse modo, ao que me parece, sempre que alguém me pede uam explicação, eu deveria começar com "e no princípio houve uma explosão".

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Onde está o Futuro?

É comum, muito com por sinal, usarmos e escutarmos a expressão "planejar o futuro".
Pois bem. Estava eu assistindo um filme de comédia, com o único intuito de dar risadas com cenas absurdas, nada de pensar, nada de procurar entender a trama. O filme se mostrou um fracasso como comédia.
Mas...
Na parte final do filme houve aquela cena. Uma cena simples, duas pessoas conversando na cozinha de um restaurante. E nessa cena, desse filme ruim, um dos personagens resume de forma quase magistral um dos dilemas que afligem grande parte das pessoas: Como sou eu? Resumidamente, quase num clichê, ele disse: "E como saber o que podemos fazer, sem tentar? E se tentarmos, e não formos bom o suficiente, qual é o problema? O que os outros pensam não é o que nós devemos pensar." - algo assim.
E isso me levou a levantar a questão de planejar o futuro. Sim, é saudável fazer planos, é saudável ter "algo" em mente pois, nós - seres humanos - devido a nossa capacidade de raciocínio e de fazer escolhas, no fim, necessitamos absurdamente de um ponto fixo no horizonte de forma a guiar nossos passos.
Perdemos nossa capacidade de lidar com o presente, e apenas com ele. Hoje temos que pensar "a frente", temos que planejar o futuro, e isso é quase uma imposição. Pensamos em satisfazer nossas necessidas básicas, mas no futuro. "Eu vou precisar comprar um tenis novo, o meu está ficando velho". Note-se que, a isso, já está atrelada outra de nossas fraquezas: O consumismo.
Mas, por hora, fica apenas uma frase: "Tantas coisas podem ocorrer entre o agora e o próximo segundo, que pensar no próximo minuto é como jogar na loterial"

segunda-feira, 20 de abril de 2009

É óbvio que...

... o que...?

O que pode ser tão óbvio a ponto de levar o título de óbvio?
A tal frase, utilizada inescrupulosamente durante várias conversas sempre resulta na mesma coisa: alguém jorrando exemplos sobre algo que lhe é claro, ao mesmo tempo em que rebaixa seus ouvintes à mera classificação de "ignorantes".
Mas, e antes? E quando a clareza absoluta daquele assunto ainda era uma obscuridade sem precedentes, onde estaria o "óbvio"? Se tal coisa é óbvia, não deveria ser, em momento algum, necessária sua aprendizagem pois, afinal, é óbvia.
Isso sem falar naqueles que, mal e mal entendendo de um assunto qualquer de nível mais elevado (onde a própria definição de óbvio já é uma incomgruência), armam-se de explicações truncadas para, de um modo ou de outro, estenderem o estandarte de "isso é óbvio!". Muitas vezes, quando se pede para que se repita a explicação, tal sujeito se perde em meios a tortuosa própria linha de pensamento.
E este costume, que antes se restringia a poucoas classes profissionais (para dizer o mínimo), hoje alastra-se na mídia como um vírus. E o mais apavorante é ver quem abre mão do próprio raciocínio para engolir o palavrório alheio, sem sequer entender do que se trata, e muito menos se aprofundar no assunto.

Mas, é óbvio, sempre haveraõ os que discordam...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Do que se sente falta...

Apesar de rígido, sinto falta dos que partiram.

Fazem falta o sorriso, as perguntas previsíveis, o desvelo "meloso", a voz, a presença e o olhar...

Não há lágrimas. Só há a contundene saudade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Postagem inicial (as 18:00... quase indo embora)

Caçava eu uma inspiração para a postagem inicial deste, que dentre outro, provavelmente será meu último blog, até o dia em que eu mudar de idéia.

Em busca de um assunto interessante e profundo, ou seja, aquelas coisas cheias de palavras rebuscadas e idéias repetidas sobre assuntos que tem dúzias de interpretações diferentes, cada uma com ao menos um livro escrito sobre, e que ninguém chega lugar nenhum, os intelectualóides se esbaldam em esticar as explicações até os beirais da razão e da lógica, e as pessoas comuns apenas sacodem a cabeça, acreditando piamente que aquilo não foi feito para seus cérebros comuns entenderem. E elas estão certas pois, se descontarmos a massagem no ego, nem mesmo os ditos intelectuais tem certeza sobre o que falam.

Enfim, em busca deste assunto, acabei ficando algum tempo observando a rua através do vidro da janela, ondulado simetricamente (aquele que parece ser várias “tiras” de vidro juntas).

E me veio a imagem que normalmente me vem, mas que eu raramente dou trela: As pessoas divididas em “pessoas” mais finas, iguais, e movimentando-se ao mesmo tempo.

E percebi que fazemos isso durante todo o dia. Nos dividimos em diferentes “eus” que nada mais são do que uma fatia de quem realmente somos.

Mas não digo isso no intuito de estender o assunto na direção do “e assim, percebi que nunca somos inteiramente nos mesmos... etc etc blá blá blá”. Percebi que, assim como o vidro, fazemos isso naturalmente.

Contudo, no fim das contas, sempre sabemos quem somos ou, pelo menos, temos a imagem mais completa possível.