sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não alimente os animais

Sexo. Nada mais do que o bom e velho sexo.
É desse alimento que trato, e ele alimenta minha pequena fera interior. Trato de mantê-la alimentada, mas dia a dia o apetite dela aumenta de forma gritante.
No começo, bastava uma boa transa para manter o corpo sossegado por quase uma semana. Hoje em dia, essa saciedade não dura sequer horas.

Talvez seja pelo fato de que o cardápido que eu ofereço a ela, a fera, não inclui toda a dieta que ela deseja. As fantasias, as invenções, as libertinagens, os exageros, no fim, sempre deixam a desejar porque falta um ingrediente fundamental.

Eu sempre digo que não tenho limites, nem pudores e isso é verdade, mas experimente ter um impulso tão forte que mistura todos seus pensamentos, se infiltra em cada frase, em cada olhar, em cada consideração

Já tomei decisões erradas por causa disso. Já abri mão de coisas importantes por causa desse impulso e se me perguntassem sobre a possibilidade de controla-lo e mudar seus rumos, eu não aceitaria.

Mas, por um desvio surgido sei lá onde, minha fera almeja determinadas presas impossíveis de serem alcançadas, ou ainda, presas impróprias de serem alcançadas.

E isso faz com que todo o resto que eu ofereço a ela se tornem apenas aperitivos. E ela dia a dia, se torna cada vez mais insistente quanto a ampliar o cardápido.

Insistente, por enquanto, mas ela vai acabar por se tornar persuasiva.

E nesse dia, eu irei sorrir feliz.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Devaneios de um cérebro cansado

No caminho de volta para casa, vindo da Faculdade, observei uma cena das mais comuns que, no entanto, me despertou uma dúvida que grita em meus ouvidos até agora.

A cena: Um casal, sentados em um banco próximo a prefeitura, se abraçava e se beija com um carinho sem igual, nada vulgar, nada agressivo, e ao ouvirem meus passos no passeio oposto (e eu trato de andar fazendo o mínimo de barulho possível), trataram de se levantarem e seguirem em direção oposta.

Que fim levaram, só o diabo sabe, mas então me peguei perguntando: Por que não satisfazemos nossos desejos ignorando a opinião de quem quer que seja?

Por que tudo tem que ter um medo de desaprovação implícito? Por que as pessoas preferem se mudar por medo do que um terceiro, alheio, distraído, cansado e com fome possa pensar?

Se fosse eu naquele banco, poderia passar a Presidenta da República carregando uma faixa cor de abóbora com os dizeres "O que vocês estão fazendo?" e com uma banda de música tocando "Ai se eu te pego" atras que eu sequer teria me movido.

E mais. Por que eu sou obrigado a não fazer coisas que estão de acordo com meus desejos, meus intintos, meus impulsos?

E outra, por que sempre esperam que eu tenha uma resposta? E por que tem que ser a resposta que eles esperam?

Cada dia mais eu me desligo cada vez mais desses laços. Antes já não via motivos o suficiente para agir conforme a expectativa alheia, agora começo a ver motivos reais para ser do contra mesmo.

E ser chato é comigo mesmo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Novos Rumos... ou perdido como sempre

Decidi... eu sempre decido muita coisa, mas poucas dessas coisas são realmente decisivas...

Decidi deixar de ser um covarde e começar a falar mais e engolir menos sapos. Até agora, os resultados positivos me dão ânimo para continuar.
É quase como aquela piadinha do cara que, no fim, perde a esposa, o emprego, os amigos mas dorme tranquilo. É bem mais complicado do que aquilo, mas a idéia é a mesma.

Não tem nada melhor do que conversar com frases direitas, sem meios-termos, sem rodeios, o assunto sendo tratado as claras. Pena que com isso resultem lágrimas.

mas esse é o novo rumo. E vou seguir nele até me achar completamente perdido de novo. Ainda falta muita coisa para que um sorriso franco e honesto retorne a este rosto já acostumado a ser carrancudo. mas, eu precisava começar de algum lugar, e decidi por esse caminho.

O Corte Diamante acaba de ser novamente afiado...