domingo, 16 de maio de 2010

Das Discrepâncias vindas do Martini

Eu Gosto de extremos. E cheguei a essa conclusão ANTES do alcool da bebida do título sequer chegar aos meus lábios.

Eu achava que tinha um modelo de beleza. Mas não tenho, ao menos, não o que outras pessoas chamariam de "beleza".

Meu corpo reage, violentamente, àquelas mulheres ditas "lindas", ou ao menos, as que eu acho lindas. Aquele ser perfeito, com rosto, seios e bumbum em uma proporção exata. E essas fazem meu sangue ferver.

Do mesmo modo, pessoas ditas "defeituosas" me enchem de desejo do mesmo modo. E o exemplo é drástico, porém verdadeiro.
Estava eu no Pub, esperando meu Martini chegar, quando na mesa ao meu lado se sentam três lindas garotas.

Meus olhos não conseguiam se desgrudar de uma delas, alta, cabelos loiros-castanho ( a luz do lugar não ajuda muito - e eu sou quase cego no escuro) olhos escuros, seios pequenos, um belo quadril e na mão longos e delicados dedos.
E eu não errei ao colocar a palavra mão no singular, pois ela só possuia o braço direito. E longe de isso me causar repulsa, a bem da verdade, teve um impacto tão forte, tão intenso, que quando eu consegui me mover, ela tinha se levantado para pegar outra bebida para a mesa.

Desapareceu em seguida, restando apenas as duas amigas, e eu acabei indagando de uma delas se a moça estava sozinha.

Não sei o que ela pensou, mas o modo como respondeu foi estranho: "Não... quer dizer, não sei... acho que sim... mas eu não sei, acho melhor não..."
(ou seja, ela estava sozinha, mas não estava sozinha, só que a outra não tinha certeza, então era pra eu considerar ela como não estando sozinha).

E tudo que eu queria era conversar...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Reflexões Ioiô

POis bem, é fato que nós, usuários costumazes da massa enceálica que habita dentro do crânio, vez ou outra chegamos a conclusões sobre certos aspectos da vida cotidiana, ou de "porque fazemos o que fazemos", ou ainda sobre "o que realmente deveríamos fazer", aquelas coisas bombásticas, aquelas verdades cegantes, que nos desnorteiam quando vemos que não seguimos o que nós mesmos pensamos.
E, como dito, essas espetaculares conclusões são devidamente engavetadas em nosso armário das "coisas que eu devo fazer", mas não fazemos.

Ontem, depois de um belíssimo porre de Vodka com vinho no sábado, em mais uma conversa incidental dentro do apartamento, novamente disse as palavras que, por mais dificil de acreditar que possa ser, venho tentando seguir últimamente.

A questão não é ficar sozinho, ou se envolver com alguém. Tudo se resume a usos. O que você quer, como você quer, quando e com quem. Definido isso fica fácil dar a exata abertura para que a coisa desenrole. Mas, o melhor de tudo, é fazer isso com generosas doses de honestidade suicida. É beirar as raias da canalhisse, é flertar com o descaramento, é passar a milímetros da sem-vergonhice, e tudo por estar simplesmente dizendo exatamente o que quer.

Como disse anteriormente: Perder tempo pra que?

domingo, 2 de maio de 2010

Sentado, em um domingo a tarde, em um computador que não é meu, com o sol me torrando e mal conseguindo ver o monitor por causa da claridade, depois de ter passado por um fim de semana absurdamente normal (depois de um fim-de-sexta-feira que chegou em patamares estratosféricos de bizarrice - mas isso é assunto pra outra hora), dentro de um apartamento alugado, que por sinal divido com o dono do computador, escutando Zéu Brito, depois de ter almoçado arroz, feijão, carne assada e peixe em um restaurante lotado de Motociclistas, usando uma calça que faz umas duas semanas que me pede para ser lavada e tendo percebido que havia perdido duas moedas de R$1,00, pensei cá com meus botões:

Por que perder tempo com baboseiras quando o que se quer de verdade é só um bom sexo?!