Sim, a frase é um título de um livro do Nietzsche, mas longe de mim tentar sequer entender (tanto o filosofo quanto o livro), apenas a usei como forma de externar o que se passa "aqui dentro".
Todos nos achamos "mais" do que o mundo que nos cerca. Todos somos "uma galáxia de idéias, pensamentos, desejos sonhos e etc. Complicados demais para que 'os outros' nos entendam".
E olhamos as pessoas com condescendência: "Oh! Sres simples, de vida simples, superficial, frívolos e despreocupados".
Assim era como eu pensava (e ainda penso, na verdade). Mas dados certos eventos (ou a falta de alguns), últimamente me peguei em meio a um pensamento assustador:
Eu, com minha pseudo-complexidade-galática estou afastando as pessoas de mim. E na ansia de tentar tapar esse buraco (de própria autoria) acabo cavando ainda mais.
E eu, que sempre me considerei um ser superior à necessidade de companhia, agora chego as raias da miséria, a ponto de quase mendigar companhia.
Vivendo e aprendendo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Tristeza do Jeca
Relembrando pensamentos da noite passada. E resumindo todos em uma frase simples, sem palavras de efeito ou complicados conceitos sociológicos.
Estou triste.
Disse isso a alguém e repito aqui. Perdi meu lugar no mundo. Me enganei redondamente e várias decisões que tomei, e mesmo que não as tivesse tomado, ainda sim estaria perdido.
Perdi meu Norte e meu Sul. Questiono a cada instante se não devo desistir de tudo e voltar para vinha vida de alguns anos atras, só para me lembrar que nessa vida também estava deslocado. Ou seja, tanto faz ir ou ficar.
Quero algo. Os genéricos conceitos de "felicidade e paz de espírito" é o que consigo definir. Mas no fundo é o vil metal que me faz falta.
Estou sozinho, não tenho uma companheira, meus amigos não podem me oferecer o que preciso, porque (como eu disse) nem eu sei ao certo o que é.
Estou cansado de estar cansado. Estou farto de correr atras do rabo-que-não-tenho, de perseguir uma idéia não muito bem definida sobre um desejo não muito claro de ter algo não muito certo.
Estou triste, infeliz, desanimado, irritado e insatisfeito.
Ana (minha es-namorada) dizia "Você é dono de um coração Pirata" (como o da música), e eu achava exagero da parte dela. Mas, no fundo, talvez ele seja ainda mais que pirata.
O que sei é que, não importa o quando eu faça e desfaça meus planos, o quanto eu "me canse" de fazer as coisas como faço e começar a agir de forma diferente.
Eu sempre volto para esse ponto. Esse cinza indefinido que é meu intímo. Adorava me ver e me sentir "diferente e especial", quando na verdade eu apenas queimo de inveja por ver outras pessoas andando "para frente".
Estou triste.
Disse isso a alguém e repito aqui. Perdi meu lugar no mundo. Me enganei redondamente e várias decisões que tomei, e mesmo que não as tivesse tomado, ainda sim estaria perdido.
Perdi meu Norte e meu Sul. Questiono a cada instante se não devo desistir de tudo e voltar para vinha vida de alguns anos atras, só para me lembrar que nessa vida também estava deslocado. Ou seja, tanto faz ir ou ficar.
Quero algo. Os genéricos conceitos de "felicidade e paz de espírito" é o que consigo definir. Mas no fundo é o vil metal que me faz falta.
Estou sozinho, não tenho uma companheira, meus amigos não podem me oferecer o que preciso, porque (como eu disse) nem eu sei ao certo o que é.
Estou cansado de estar cansado. Estou farto de correr atras do rabo-que-não-tenho, de perseguir uma idéia não muito bem definida sobre um desejo não muito claro de ter algo não muito certo.
Estou triste, infeliz, desanimado, irritado e insatisfeito.
Ana (minha es-namorada) dizia "Você é dono de um coração Pirata" (como o da música), e eu achava exagero da parte dela. Mas, no fundo, talvez ele seja ainda mais que pirata.
O que sei é que, não importa o quando eu faça e desfaça meus planos, o quanto eu "me canse" de fazer as coisas como faço e começar a agir de forma diferente.
Eu sempre volto para esse ponto. Esse cinza indefinido que é meu intímo. Adorava me ver e me sentir "diferente e especial", quando na verdade eu apenas queimo de inveja por ver outras pessoas andando "para frente".
domingo, 7 de novembro de 2010
"A nova e eterna aliança"
Não, isso não é uma postagem com cunho religioso (como os quase inexistentes leitores deste blog já devem saber), é apenas meu incontrolável prazer em satirizar com conceitos sociais, como por exemplo, religião.
Mas a postagem não tem nada a ver com religião, e sim com "aliança". Esse objeto metálico, prateado ou dourado, que os casais ostentam orgulhosos para todo o resto. Sim, porque o anel é apenas um indicativo para terceiros do compromisso da pessoa que o usa.
Não vou entrar em detalhes sobre a utilidade ou não dela. O que me motiva a escrever é simplesmente o fato de que, hoje em dia, cada vez mais eu vejo cada vez menos casais que não usam os tais objetos.
Houve uma época em minha vida que eu acreditava que elas significavam um compromisso sério, um noivado ou um casamento por exemplo. Mas hoje não. Bastou namorar e já tá lá a porcaria da argola no dedo. Qualquer casalzinho com mais de um mês de relacionamento já compra as alianças.
Não! Minto! Quem disse que precisa de um mês?!
"Inveja!" vocês inexistentes gritariam. "Concordo" berro eu em silêncio. Eu colocaria de bom grado um anel destes, se achasse quem quizesse dividir um comigo, e se achasse um que sirva nesses dedinhos magros.
Mas a postagem não tem nada a ver com religião, e sim com "aliança". Esse objeto metálico, prateado ou dourado, que os casais ostentam orgulhosos para todo o resto. Sim, porque o anel é apenas um indicativo para terceiros do compromisso da pessoa que o usa.
Não vou entrar em detalhes sobre a utilidade ou não dela. O que me motiva a escrever é simplesmente o fato de que, hoje em dia, cada vez mais eu vejo cada vez menos casais que não usam os tais objetos.
Houve uma época em minha vida que eu acreditava que elas significavam um compromisso sério, um noivado ou um casamento por exemplo. Mas hoje não. Bastou namorar e já tá lá a porcaria da argola no dedo. Qualquer casalzinho com mais de um mês de relacionamento já compra as alianças.
Não! Minto! Quem disse que precisa de um mês?!
"Inveja!" vocês inexistentes gritariam. "Concordo" berro eu em silêncio. Eu colocaria de bom grado um anel destes, se achasse quem quizesse dividir um comigo, e se achasse um que sirva nesses dedinhos magros.
sábado, 25 de setembro de 2010
Virtude
Revisitando ainda meus conceitos sobre essas "coisas" (e me perdoem por usar este termo, pois não me ocorre nenhum melhor, a frente tentarei esplicar porque), hoje tive uma mostra clara de que essa palavra tem seu significado "bruto" adulterado.
Motivo? O meu preferido: A Nossa Sociedade. Eu não sou um misantropo, nem um ser anti-social, mas sempre vejo os vermes que sustentam certos padrões sociais (ou deveria dizer a maioria deles? Isso é outro assunto).
Virtude! Ao som dessa palavra, o que vem a mente é algo sublime, uma habilidade, característica ou qualidade pressupóstamente considerada "boa".
Caridade, é uma virtude. Castidade, é uma virtude. Honestidade, hombridade, o genérico "caráter" são todos exemplos de virtude.
Mas, afinal, o que seria virtude?
A meu ver, virtude nada mais é do que uma característica que dá prazer a pessoa que o possuí, bem como a outros a seu redor. É uma característica por vezes invejada, e muitas vezes desejada por quem não a tem.
Partindo disto, e como a visão é minha, para mim é o que importa, pode-se dizer que tudo é "virtuoso".
A Violência, por exemplo, apesar de ser bruta, selvagem, irracional (por vezes) e descontrolada, traz em si um sentimento de liberdade, ou de libertação. E existem aqueles que encontram prazer em sua violência (eu levantei o dedo?).
Mas, ainda, vamos nos ater a um outro canal, ou deveria dizer "carnal"? O sexo, a satisfação do desejo, o rompimento com os padrões aceitos e aprovados socialmente, isso é uma virtude (e o prazer aqui ainda não é o carnal em si).
Seu desejo lhe diz algo, e você o faz, e assim consegue seu prazer. Quer algo mais virtuoso do que isso? Ainda mais que, eventualmente, isso vai gerar o prazer de outra pessoa.
Chame-me de egoísta. Eu acabo de provar do mel lascívo da luxúria pura e simples, sem nenhum compromisso com nada mais do que atender aos desejos que me queimavam a carne (não em tortura, mas em animação), e vai levar um tempo para me desembriagar deste vinho ardente.
Motivo? O meu preferido: A Nossa Sociedade. Eu não sou um misantropo, nem um ser anti-social, mas sempre vejo os vermes que sustentam certos padrões sociais (ou deveria dizer a maioria deles? Isso é outro assunto).
Virtude! Ao som dessa palavra, o que vem a mente é algo sublime, uma habilidade, característica ou qualidade pressupóstamente considerada "boa".
Caridade, é uma virtude. Castidade, é uma virtude. Honestidade, hombridade, o genérico "caráter" são todos exemplos de virtude.
Mas, afinal, o que seria virtude?
A meu ver, virtude nada mais é do que uma característica que dá prazer a pessoa que o possuí, bem como a outros a seu redor. É uma característica por vezes invejada, e muitas vezes desejada por quem não a tem.
Partindo disto, e como a visão é minha, para mim é o que importa, pode-se dizer que tudo é "virtuoso".
A Violência, por exemplo, apesar de ser bruta, selvagem, irracional (por vezes) e descontrolada, traz em si um sentimento de liberdade, ou de libertação. E existem aqueles que encontram prazer em sua violência (eu levantei o dedo?).
Mas, ainda, vamos nos ater a um outro canal, ou deveria dizer "carnal"? O sexo, a satisfação do desejo, o rompimento com os padrões aceitos e aprovados socialmente, isso é uma virtude (e o prazer aqui ainda não é o carnal em si).
Seu desejo lhe diz algo, e você o faz, e assim consegue seu prazer. Quer algo mais virtuoso do que isso? Ainda mais que, eventualmente, isso vai gerar o prazer de outra pessoa.
Chame-me de egoísta. Eu acabo de provar do mel lascívo da luxúria pura e simples, sem nenhum compromisso com nada mais do que atender aos desejos que me queimavam a carne (não em tortura, mas em animação), e vai levar um tempo para me desembriagar deste vinho ardente.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Violência
Completando (ou continuando o assunto) do post anterior...
Há de se dizer que não só o homem é violento, mas que a violência existe em cada ser vivo. Um leão, um tubarão, um Louva-a-Deus fêmea e tantos outros exemplos de criaturas que matam, estripam, desmembram e coisas "violentas" do tipo.
Isso não é violência, é instinto.
E o homem tem este mesmo instinto de destruição e auto-preservação, enterrado sob camadas e camadas de convenções sociais ou auto limitações(leia aqui) talvez mais auto-limitações do que as convenções.
Pois bem, se um instinto é reprimido, tal qual em um animal de zoológico, o que acontece com o bicho? Se deprime, se aquieta, se torna opaco.
E com o homem? Nossa habilidade de "racionalizar" é que se torna o problema nessa hora.
Um leão enjaulado vai lutar contra as grades, vai rugir, vai tentar agredir quem quer que se aproxime da jaula. E fará isso até suas forças se exaurirem, e irá perceber que "seja-lá-o-que-for" que o prende é forte demais para suas garras. Ele não percebe a jaula, ele não percebe sua liberdade, ele apenas sabe que não consegue andar mais do que uns poucos passos.
Já o homem, não. Sabemos o que queremos fazer, mas simplesmente nos negamos tal liberdade por medo, covardia, por pensar que é "errado", por julgar nossos atos pelos parâmetros estabelecidos pela maioria. Existe o aceitável e o inaceitável.
Então surge a possibilidade do anonimato. Fazer algo sem ser reconhecido. É quando muitos colocam as garras de fora (ou penas, ou asas, ou rabo, ou presas, ou punhos... tanto faz). É quando surgem as máscaras, tanto de couro quanto de meia, e por trás dessas máscaras se desenrolam atos de crueldade, sadismo, homossexualidade, heterossexualidade, polissexualidade que seja...
Mas um monstro não é liberado nunca: a Violência. Prende-se essa fera como se fosse a mais temível das bestas, e o é. Mas, ao contrário do Leão em um Zoológico, essa fera não arrefece com o tempo. A jaula não a domina, a privação da liberdade não a deprime, ser trancafiada não a faz definhar. Pelo contrário, ela cresce, mais e mais, alimentando-se de cada pedaço de ira, de cada lampejo de raiva, de cada minuto de mal-humor.
E contê-la é como conter a respiração. Existe um limite, que é facilmente alcançado quando algo nos ofende. Seja um xingamento, uma agressão, ou o que mais for.
Mas, novamente as convenções nos impedem de retribuir a ofensa no momento em que ocorre. Pise no rabo de um leão, mesmo enjaulado, e ele vai morder de volta.
E essa ausência de retribuição é que cria a figura vil e ardilosa da Vingança. É a retribuição feita a prazo, ou ainda, feita de modo a criar uma ferida ainda maior do que a recebida.
E essa imagem me veio após assistir ao filme "O Bem Amado", mais especificamente na figura do "Zeca Diabo" dizendo que "se descobrir qualquer um, com a mínima ligação com o coronel Emiliano Medrado, mesmo que fosse primo distante, eu despacho desse mundo".
O leão irá morder quem o pisar, e quem estiver perto, mas mais por raiva da dor do que por qualquer tipo de julgamento de culpa. O Zeca Diabo não, ele passa os anos vivendo sua vida, mas dentro do âmago dele a chama da vingança nunca se apaga.
E porque isso? Porque não simplesmente acabar com a morte do tal coronel? Porque, como todo ser humano, a violência continua instigando a vingança a perseguir seu objetivo, distorcendo, corrompendo, ampliando e criando desculpas para incluir esse ou aquele em sua lista.
O mundo seria um lugar muito mais pacífico se o porte - e o uso - de armas fosse totalmente permitido.
Há de se dizer que não só o homem é violento, mas que a violência existe em cada ser vivo. Um leão, um tubarão, um Louva-a-Deus fêmea e tantos outros exemplos de criaturas que matam, estripam, desmembram e coisas "violentas" do tipo.
Isso não é violência, é instinto.
E o homem tem este mesmo instinto de destruição e auto-preservação, enterrado sob camadas e camadas de convenções sociais ou auto limitações(leia aqui) talvez mais auto-limitações do que as convenções.
Pois bem, se um instinto é reprimido, tal qual em um animal de zoológico, o que acontece com o bicho? Se deprime, se aquieta, se torna opaco.
E com o homem? Nossa habilidade de "racionalizar" é que se torna o problema nessa hora.
Um leão enjaulado vai lutar contra as grades, vai rugir, vai tentar agredir quem quer que se aproxime da jaula. E fará isso até suas forças se exaurirem, e irá perceber que "seja-lá-o-que-for" que o prende é forte demais para suas garras. Ele não percebe a jaula, ele não percebe sua liberdade, ele apenas sabe que não consegue andar mais do que uns poucos passos.
Já o homem, não. Sabemos o que queremos fazer, mas simplesmente nos negamos tal liberdade por medo, covardia, por pensar que é "errado", por julgar nossos atos pelos parâmetros estabelecidos pela maioria. Existe o aceitável e o inaceitável.
Então surge a possibilidade do anonimato. Fazer algo sem ser reconhecido. É quando muitos colocam as garras de fora (ou penas, ou asas, ou rabo, ou presas, ou punhos... tanto faz). É quando surgem as máscaras, tanto de couro quanto de meia, e por trás dessas máscaras se desenrolam atos de crueldade, sadismo, homossexualidade, heterossexualidade, polissexualidade que seja...
Mas um monstro não é liberado nunca: a Violência. Prende-se essa fera como se fosse a mais temível das bestas, e o é. Mas, ao contrário do Leão em um Zoológico, essa fera não arrefece com o tempo. A jaula não a domina, a privação da liberdade não a deprime, ser trancafiada não a faz definhar. Pelo contrário, ela cresce, mais e mais, alimentando-se de cada pedaço de ira, de cada lampejo de raiva, de cada minuto de mal-humor.
E contê-la é como conter a respiração. Existe um limite, que é facilmente alcançado quando algo nos ofende. Seja um xingamento, uma agressão, ou o que mais for.
Mas, novamente as convenções nos impedem de retribuir a ofensa no momento em que ocorre. Pise no rabo de um leão, mesmo enjaulado, e ele vai morder de volta.
E essa ausência de retribuição é que cria a figura vil e ardilosa da Vingança. É a retribuição feita a prazo, ou ainda, feita de modo a criar uma ferida ainda maior do que a recebida.
E essa imagem me veio após assistir ao filme "O Bem Amado", mais especificamente na figura do "Zeca Diabo" dizendo que "se descobrir qualquer um, com a mínima ligação com o coronel Emiliano Medrado, mesmo que fosse primo distante, eu despacho desse mundo".
O leão irá morder quem o pisar, e quem estiver perto, mas mais por raiva da dor do que por qualquer tipo de julgamento de culpa. O Zeca Diabo não, ele passa os anos vivendo sua vida, mas dentro do âmago dele a chama da vingança nunca se apaga.
E porque isso? Porque não simplesmente acabar com a morte do tal coronel? Porque, como todo ser humano, a violência continua instigando a vingança a perseguir seu objetivo, distorcendo, corrompendo, ampliando e criando desculpas para incluir esse ou aquele em sua lista.
O mundo seria um lugar muito mais pacífico se o porte - e o uso - de armas fosse totalmente permitido.
sábado, 28 de agosto de 2010
Vingança
Antes que qualquer conclusão seja tirada ante o título não, essa não vai ser a descrição de alguma vingança cometida por mim.
Mas, graças as aulas de Filosofia do Direito que ando tendo, o tema abordado acabou por despertar em mim uma consciência que, estando dentro da mente de um futuro operador di Direito, pode ser indício de problemas.
A Vingança é o subproduto do segundo impulso exclusivo dos seres humanos: A Violência (e só é segunda porque coloco o sexo como sendo o primeiro).
Nenhum animal é tão violento quanto o homem, pelo fato de que nossa violência é pura, simples e gratuita. A vontade de destruir algo, ou alguma coisa, nasce de um não-0sei-o-que que arde dentro de cada um de nós. E essa vontade está sempre presente no dia-a-dia.
Disso vem a vingança, que nada mais é do que nosso sentimento de humilhação sendo alimentado pela fornalha da violência. A Vingança é a antítese das preliminares do sexo. enquanto as preliminares existem para aumentar o prazer através da exacerbação de certos sentidos para que, quando o ato sexual propriamente dito se inicie, os dois já estejam fervendo e com isso o orgasmo ampliado, a Vingança é alimentada pela violência, e ela ressalta as feridas e dores que nos foram causadas, culminando no momento vazio de vê-la sendo completada.
É bem isso. Não há um orgasmo, e talvez por isso a vingança seja as vezes muito mais planejada e sua execução muito mais demorada do que o necessário: "É um prato que se deve comer frio, e aos poucos".
O que me lembra o Chavez: "A Vingança nunca é plena, Mata a alma e envenena"
Mas, graças as aulas de Filosofia do Direito que ando tendo, o tema abordado acabou por despertar em mim uma consciência que, estando dentro da mente de um futuro operador di Direito, pode ser indício de problemas.
A Vingança é o subproduto do segundo impulso exclusivo dos seres humanos: A Violência (e só é segunda porque coloco o sexo como sendo o primeiro).
Nenhum animal é tão violento quanto o homem, pelo fato de que nossa violência é pura, simples e gratuita. A vontade de destruir algo, ou alguma coisa, nasce de um não-0sei-o-que que arde dentro de cada um de nós. E essa vontade está sempre presente no dia-a-dia.
Disso vem a vingança, que nada mais é do que nosso sentimento de humilhação sendo alimentado pela fornalha da violência. A Vingança é a antítese das preliminares do sexo. enquanto as preliminares existem para aumentar o prazer através da exacerbação de certos sentidos para que, quando o ato sexual propriamente dito se inicie, os dois já estejam fervendo e com isso o orgasmo ampliado, a Vingança é alimentada pela violência, e ela ressalta as feridas e dores que nos foram causadas, culminando no momento vazio de vê-la sendo completada.
É bem isso. Não há um orgasmo, e talvez por isso a vingança seja as vezes muito mais planejada e sua execução muito mais demorada do que o necessário: "É um prato que se deve comer frio, e aos poucos".
O que me lembra o Chavez: "A Vingança nunca é plena, Mata a alma e envenena"
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Aos olhos descobertos
Já fui uma pessoa de preconceitos extremos, desses de sempre optar pelo que normalmente se espera de um indivíduo padrão.
Meus gostos eram guiados explícitamente pela idéia do que as outras pessoas diriam de mim, ou sobre como essa ou aquela coisa iria causar esse ou aquele impacto.
Já fui de pensar "O que fulano fariam em meu lugar? O que ele acharia legal de fazer?", e coisas desse tipo.
Acho que isso é um ponto comum a muita gente. É quase lugar-comum passar por essa fase. E após, os resultados são os mais diversos: existem os que decidem seguir o próprio nariz, existem os que acham melhor esconder as reais intenções em atos aparentemente inócuos (e se satisfazem internamente apenas com a idéia do "estou fazendo isso"), existem aqueles que se tornam armadilhas, se comportam de forma "normal" e quando encontram uma "deixa" externam a besta interior, e existem aqueles que continuam negando totalmente os próprios desejos e gostos, optando pelo que "os outros" escolheriam.
Lógico, existem ainda mais subtipos, ainda mais variantes, não é minha intenção escrever um tratado sobre isso.
O ponto em questão é: "Seus olhos descobertos".
Sim, descobertos, como os das pessoas do primeiro exemplo, mas além disso, é viver tocando a borda do intolerável, é roçar os dedos na superfície do horripilante, é flertar com o inadmissível, é encarar de frente o abismo, e deixar ele encarar de volta.
É não sor ver a própria besta, mas alimentá-la, excita-la, provocá-la, deixar que ela acompanhe seus passos e seus dias, e acima de tudo, não negar o que ela sussurra aos ouvidos.
Vivemos dentro de regras rígidas de comportamento. "Um direito termina onde se inicia outro", mas nada impede que você empurre seus limites para além do que é devido.
Basta fazer isso com suavidade...
Meus gostos eram guiados explícitamente pela idéia do que as outras pessoas diriam de mim, ou sobre como essa ou aquela coisa iria causar esse ou aquele impacto.
Já fui de pensar "O que fulano fariam em meu lugar? O que ele acharia legal de fazer?", e coisas desse tipo.
Acho que isso é um ponto comum a muita gente. É quase lugar-comum passar por essa fase. E após, os resultados são os mais diversos: existem os que decidem seguir o próprio nariz, existem os que acham melhor esconder as reais intenções em atos aparentemente inócuos (e se satisfazem internamente apenas com a idéia do "estou fazendo isso"), existem aqueles que se tornam armadilhas, se comportam de forma "normal" e quando encontram uma "deixa" externam a besta interior, e existem aqueles que continuam negando totalmente os próprios desejos e gostos, optando pelo que "os outros" escolheriam.
Lógico, existem ainda mais subtipos, ainda mais variantes, não é minha intenção escrever um tratado sobre isso.
O ponto em questão é: "Seus olhos descobertos".
Sim, descobertos, como os das pessoas do primeiro exemplo, mas além disso, é viver tocando a borda do intolerável, é roçar os dedos na superfície do horripilante, é flertar com o inadmissível, é encarar de frente o abismo, e deixar ele encarar de volta.
É não sor ver a própria besta, mas alimentá-la, excita-la, provocá-la, deixar que ela acompanhe seus passos e seus dias, e acima de tudo, não negar o que ela sussurra aos ouvidos.
Vivemos dentro de regras rígidas de comportamento. "Um direito termina onde se inicia outro", mas nada impede que você empurre seus limites para além do que é devido.
Basta fazer isso com suavidade...
domingo, 16 de maio de 2010
Das Discrepâncias vindas do Martini
Eu Gosto de extremos. E cheguei a essa conclusão ANTES do alcool da bebida do título sequer chegar aos meus lábios.
Eu achava que tinha um modelo de beleza. Mas não tenho, ao menos, não o que outras pessoas chamariam de "beleza".
Meu corpo reage, violentamente, àquelas mulheres ditas "lindas", ou ao menos, as que eu acho lindas. Aquele ser perfeito, com rosto, seios e bumbum em uma proporção exata. E essas fazem meu sangue ferver.
Do mesmo modo, pessoas ditas "defeituosas" me enchem de desejo do mesmo modo. E o exemplo é drástico, porém verdadeiro.
Estava eu no Pub, esperando meu Martini chegar, quando na mesa ao meu lado se sentam três lindas garotas.
Meus olhos não conseguiam se desgrudar de uma delas, alta, cabelos loiros-castanho ( a luz do lugar não ajuda muito - e eu sou quase cego no escuro) olhos escuros, seios pequenos, um belo quadril e na mão longos e delicados dedos.
E eu não errei ao colocar a palavra mão no singular, pois ela só possuia o braço direito. E longe de isso me causar repulsa, a bem da verdade, teve um impacto tão forte, tão intenso, que quando eu consegui me mover, ela tinha se levantado para pegar outra bebida para a mesa.
Desapareceu em seguida, restando apenas as duas amigas, e eu acabei indagando de uma delas se a moça estava sozinha.
Não sei o que ela pensou, mas o modo como respondeu foi estranho: "Não... quer dizer, não sei... acho que sim... mas eu não sei, acho melhor não..."
(ou seja, ela estava sozinha, mas não estava sozinha, só que a outra não tinha certeza, então era pra eu considerar ela como não estando sozinha).
E tudo que eu queria era conversar...
Eu achava que tinha um modelo de beleza. Mas não tenho, ao menos, não o que outras pessoas chamariam de "beleza".
Meu corpo reage, violentamente, àquelas mulheres ditas "lindas", ou ao menos, as que eu acho lindas. Aquele ser perfeito, com rosto, seios e bumbum em uma proporção exata. E essas fazem meu sangue ferver.
Do mesmo modo, pessoas ditas "defeituosas" me enchem de desejo do mesmo modo. E o exemplo é drástico, porém verdadeiro.
Estava eu no Pub, esperando meu Martini chegar, quando na mesa ao meu lado se sentam três lindas garotas.
Meus olhos não conseguiam se desgrudar de uma delas, alta, cabelos loiros-castanho ( a luz do lugar não ajuda muito - e eu sou quase cego no escuro) olhos escuros, seios pequenos, um belo quadril e na mão longos e delicados dedos.
E eu não errei ao colocar a palavra mão no singular, pois ela só possuia o braço direito. E longe de isso me causar repulsa, a bem da verdade, teve um impacto tão forte, tão intenso, que quando eu consegui me mover, ela tinha se levantado para pegar outra bebida para a mesa.
Desapareceu em seguida, restando apenas as duas amigas, e eu acabei indagando de uma delas se a moça estava sozinha.
Não sei o que ela pensou, mas o modo como respondeu foi estranho: "Não... quer dizer, não sei... acho que sim... mas eu não sei, acho melhor não..."
(ou seja, ela estava sozinha, mas não estava sozinha, só que a outra não tinha certeza, então era pra eu considerar ela como não estando sozinha).
E tudo que eu queria era conversar...
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Reflexões Ioiô
POis bem, é fato que nós, usuários costumazes da massa enceálica que habita dentro do crânio, vez ou outra chegamos a conclusões sobre certos aspectos da vida cotidiana, ou de "porque fazemos o que fazemos", ou ainda sobre "o que realmente deveríamos fazer", aquelas coisas bombásticas, aquelas verdades cegantes, que nos desnorteiam quando vemos que não seguimos o que nós mesmos pensamos.
E, como dito, essas espetaculares conclusões são devidamente engavetadas em nosso armário das "coisas que eu devo fazer", mas não fazemos.
Ontem, depois de um belíssimo porre de Vodka com vinho no sábado, em mais uma conversa incidental dentro do apartamento, novamente disse as palavras que, por mais dificil de acreditar que possa ser, venho tentando seguir últimamente.
A questão não é ficar sozinho, ou se envolver com alguém. Tudo se resume a usos. O que você quer, como você quer, quando e com quem. Definido isso fica fácil dar a exata abertura para que a coisa desenrole. Mas, o melhor de tudo, é fazer isso com generosas doses de honestidade suicida. É beirar as raias da canalhisse, é flertar com o descaramento, é passar a milímetros da sem-vergonhice, e tudo por estar simplesmente dizendo exatamente o que quer.
Como disse anteriormente: Perder tempo pra que?
E, como dito, essas espetaculares conclusões são devidamente engavetadas em nosso armário das "coisas que eu devo fazer", mas não fazemos.
Ontem, depois de um belíssimo porre de Vodka com vinho no sábado, em mais uma conversa incidental dentro do apartamento, novamente disse as palavras que, por mais dificil de acreditar que possa ser, venho tentando seguir últimamente.
A questão não é ficar sozinho, ou se envolver com alguém. Tudo se resume a usos. O que você quer, como você quer, quando e com quem. Definido isso fica fácil dar a exata abertura para que a coisa desenrole. Mas, o melhor de tudo, é fazer isso com generosas doses de honestidade suicida. É beirar as raias da canalhisse, é flertar com o descaramento, é passar a milímetros da sem-vergonhice, e tudo por estar simplesmente dizendo exatamente o que quer.
Como disse anteriormente: Perder tempo pra que?
domingo, 2 de maio de 2010
Sentado, em um domingo a tarde, em um computador que não é meu, com o sol me torrando e mal conseguindo ver o monitor por causa da claridade, depois de ter passado por um fim de semana absurdamente normal (depois de um fim-de-sexta-feira que chegou em patamares estratosféricos de bizarrice - mas isso é assunto pra outra hora), dentro de um apartamento alugado, que por sinal divido com o dono do computador, escutando Zéu Brito, depois de ter almoçado arroz, feijão, carne assada e peixe em um restaurante lotado de Motociclistas, usando uma calça que faz umas duas semanas que me pede para ser lavada e tendo percebido que havia perdido duas moedas de R$1,00, pensei cá com meus botões:
Por que perder tempo com baboseiras quando o que se quer de verdade é só um bom sexo?!
Por que perder tempo com baboseiras quando o que se quer de verdade é só um bom sexo?!
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