quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Humano, demasiado humano

Sim, a frase é um título de um livro do Nietzsche, mas longe de mim tentar sequer entender (tanto o filosofo quanto o livro), apenas a usei como forma de externar o que se passa "aqui dentro".

Todos nos achamos "mais" do que o mundo que nos cerca. Todos somos "uma galáxia de idéias, pensamentos, desejos sonhos e etc. Complicados demais para que 'os outros' nos entendam".

E olhamos as pessoas com condescendência: "Oh! Sres simples, de vida simples, superficial, frívolos e despreocupados".

Assim era como eu pensava (e ainda penso, na verdade). Mas dados certos eventos (ou a falta de alguns), últimamente me peguei em meio a um pensamento assustador:

Eu, com minha pseudo-complexidade-galática estou afastando as pessoas de mim. E na ansia de tentar tapar esse buraco (de própria autoria) acabo cavando ainda mais.
E eu, que sempre me considerei um ser superior à necessidade de companhia, agora chego as raias da miséria, a ponto de quase mendigar companhia.

Vivendo e aprendendo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tristeza do Jeca

Relembrando pensamentos da noite passada. E resumindo todos em uma frase simples, sem palavras de efeito ou complicados conceitos sociológicos.

Estou triste.

Disse isso a alguém e repito aqui. Perdi meu lugar no mundo. Me enganei redondamente e várias decisões que tomei, e mesmo que não as tivesse tomado, ainda sim estaria perdido.

Perdi meu Norte e meu Sul. Questiono a cada instante se não devo desistir de tudo e voltar para vinha vida de alguns anos atras, só para me lembrar que nessa vida também estava deslocado. Ou seja, tanto faz ir ou ficar.

Quero algo. Os genéricos conceitos de "felicidade e paz de espírito" é o que consigo definir. Mas no fundo é o vil metal que me faz falta.

Estou sozinho, não tenho uma companheira, meus amigos não podem me oferecer o que preciso, porque (como eu disse) nem eu sei ao certo o que é.
Estou cansado de estar cansado. Estou farto de correr atras do rabo-que-não-tenho, de perseguir uma idéia não muito bem definida sobre um desejo não muito claro de ter algo não muito certo.

Estou triste, infeliz, desanimado, irritado e insatisfeito.

Ana (minha es-namorada) dizia "Você é dono de um coração Pirata" (como o da música), e eu achava exagero da parte dela. Mas, no fundo, talvez ele seja ainda mais que pirata.

O que sei é que, não importa o quando eu faça e desfaça meus planos, o quanto eu "me canse" de fazer as coisas como faço e começar a agir de forma diferente.

Eu sempre volto para esse ponto. Esse cinza indefinido que é meu intímo. Adorava me ver e me sentir "diferente e especial", quando na verdade eu apenas queimo de inveja por ver outras pessoas andando "para frente".

domingo, 7 de novembro de 2010

"A nova e eterna aliança"

Não, isso não é uma postagem com cunho religioso (como os quase inexistentes leitores deste blog já devem saber), é apenas meu incontrolável prazer em satirizar com conceitos sociais, como por exemplo, religião.

Mas a postagem não tem nada a ver com religião, e sim com "aliança". Esse objeto metálico, prateado ou dourado, que os casais ostentam orgulhosos para todo o resto. Sim, porque o anel é apenas um indicativo para terceiros do compromisso da pessoa que o usa.

Não vou entrar em detalhes sobre a utilidade ou não dela. O que me motiva a escrever é simplesmente o fato de que, hoje em dia, cada vez mais eu vejo cada vez menos casais que não usam os tais objetos.

Houve uma época em minha vida que eu acreditava que elas significavam um compromisso sério, um noivado ou um casamento por exemplo. Mas hoje não. Bastou namorar e já tá lá a porcaria da argola no dedo. Qualquer casalzinho com mais de um mês de relacionamento já compra as alianças.

Não! Minto! Quem disse que precisa de um mês?!

"Inveja!" vocês inexistentes gritariam. "Concordo" berro eu em silêncio. Eu colocaria de bom grado um anel destes, se achasse quem quizesse dividir um comigo, e se achasse um que sirva nesses dedinhos magros.