As vezes, quando menos se espera, uma pare da rotina revela um pequeno lampejo que interrompe todas as linhas de pensamento, faz parar a engrenagem do dia e me obriga a vir aqui.
Digo isso pois, mesmo não tendo uma "hora certa" para fazer postagens, costumo pensar no que escrever antes de iniciar o processo. Mas hoje não foi assim.
Estava eu em meus afazeres trabalhísticos costumeiros, com música rodando como pano de fundo quando inicia-se "I know why you whana Hate Me" do Limp Bizkit. Até aí nada demais, é uma música que eu gosto e, como outras antes, apenas servia como pano de fundo. Mal presto atenção as letras das músicas. Ouço o que ouço, na maioria das vezes, pelo conjunto da obra, e não pelo fato de a letra dizer "isso" ou "aquilo". mas, por qualquer motivo que seja, acabei prestando atenção a letra.
E lá pelo meio da música veio o lampejo. Uma frase: "Because Life is a Lesson, You learn it when you in trought" - "POrque a Vida é uma lição, Você aprende só quando está dentro".
É a típica resposta curta para a pergunta "Porque a vida é assim? Porque isso ou aquilo acontece sempre?". Para entender a vida, primeiro, você tem que vivê-la. E ao final vai acabar entendendo que o "sentido da vida" é apenas ser vivida.
Nada de jeito certo, de "bom caminho", nada disso, apenas viver, como quiser, como for possível, fazendo-se o que tiver que ser feito. Não há um significado oculto, não há uma formula mágica, ou, numa frase clichê: "Não existe o camino, existe apenas o caminhante".
Viva e deixe viver. E, aproveitando ainda outra frase ouvida no fim de semana: "There is a lot of things to think about, but nothing to worry about" - "Existe muito o que se pensar, mas nada com que se preocupar".
segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Sansão e Napoleão
Antes de mais nada,isto não tem nada a ver com as duas figuras históricas que tem este nome, mas sim, sobre um livro A Revolução dos Bichos - George Orwell (pseudonimo de Eric Arthur Blair).
A história narra a saga de uma granja, onde seus bichos se revoltam contra o julgo do maléfico Sr.Jones - proprietário da tal granja - "Granja do Solar", devido aos maus tratos perpetrados por aquele.
Um grupo de porcos toma a liderança da fazenda, após o bem sucedido levante, e estabelece novas regras, de forma que os bichos passem a ter uma vida digna e justa.
Isso não ocorre, e eu me cativei especialmente pelo personagem Sansão, um cavalo de tração dono de uma força digna do nome que carrega, mas que mesmo com todo seu poder muscular, sujeita-se as regras, sempre tendo duas frases como bordão: "Napoleão tem sempre razão" e "trabalharei mais ainda".
Napoleão é o porco-chefe (depois de uma série de eventos), e é ele quem orquestra o desenrolar dos fatos na Granja.
E vendo o que ocorre lá, não posso deixar de comparar com o que ocorre aqui. Me sinto como Sansão, trabalhando além de minhas forças e recebendo nada em troca, a não ser mais trabalho.
mas o pior é o fato de que, conscientemente, sabemos como as coisas ocorrem, e nada fazemos no intuito de mud-alas. esperamos sempre alguém gritar "me ajudem, eu prometo que tudo irá mudar".
A verdade é: nunca muda, nem mesmose nós estivéssemos lá. Quem tem o poder, só o tem porque a situação assim o favoreceu. Mudar essa situação é abolir o Status Quo, e assim, deixar o poder escapar.
A história narra a saga de uma granja, onde seus bichos se revoltam contra o julgo do maléfico Sr.Jones - proprietário da tal granja - "Granja do Solar", devido aos maus tratos perpetrados por aquele.
Um grupo de porcos toma a liderança da fazenda, após o bem sucedido levante, e estabelece novas regras, de forma que os bichos passem a ter uma vida digna e justa.
Isso não ocorre, e eu me cativei especialmente pelo personagem Sansão, um cavalo de tração dono de uma força digna do nome que carrega, mas que mesmo com todo seu poder muscular, sujeita-se as regras, sempre tendo duas frases como bordão: "Napoleão tem sempre razão" e "trabalharei mais ainda".
Napoleão é o porco-chefe (depois de uma série de eventos), e é ele quem orquestra o desenrolar dos fatos na Granja.
E vendo o que ocorre lá, não posso deixar de comparar com o que ocorre aqui. Me sinto como Sansão, trabalhando além de minhas forças e recebendo nada em troca, a não ser mais trabalho.
mas o pior é o fato de que, conscientemente, sabemos como as coisas ocorrem, e nada fazemos no intuito de mud-alas. esperamos sempre alguém gritar "me ajudem, eu prometo que tudo irá mudar".
A verdade é: nunca muda, nem mesmose nós estivéssemos lá. Quem tem o poder, só o tem porque a situação assim o favoreceu. Mudar essa situação é abolir o Status Quo, e assim, deixar o poder escapar.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Somos quem somos
Hoje me peguei olhando uma foto minha de infância, vestido com a camisa do time do coração, segurando com orgulho infantil um pequeno cartaz com o placar favorável do jogo. Pela data, eu devia ter lá meus dois anos de idade.
Dias felizes...
E olhando aquela foto, resgatando um pouquinho da simplicidade daqueles dias, um "algo" acontece e, como uma tremenda bofetada de dedos espalmados, me mostrou a dura realidade daquilo que me tornei ou, ainda, do que todos nós nos tornamos quando envelhecemos.
O pressuposto é que, com a idade, o homem deveria ficar mais sábio. Discordo, com veêmencia, disso. A idade nos torna mesquinhos. Mais e mais centrados em nós mesmos, mas não de um modo livre.
Ao invés de passarmos a nos preocupar apenas em fazer o que nos dá prazer, mais e mais olhamos a volta caçando um motivo que seja para justificar o fato de que somos, todos, infelizes em grande parte. Não temos o que desejamos, não fazemos tudo o que queremos, as coisas não funcionam como deveriam, a maior parte de nosso dia é ocupado por algo que nos incomoda e no fim sempre culpamos alguém ou alguma coisa pelas nossas mazelas.
Vingança, cega e mal direcionada, é o que move a grande maioria das pessoas. O chefe, o vizinho, o conhecido que se deu bem na vida, Deus, Diabo, Azar ou seja lá qual for o alvo do "por causa disso eu estou assim", esquecemos de pensar que, as vezes, o maior mal causado a nós mesmos vem de dentro. E sempre, sempre e sempre, o sentimento do "um dia ele me paga" - sendo o "ele" qualquer coisa que não a própria pessoa - é a melodia que ouve-se dia após dia, do amanhecer ao alvorecer.
Nossas canções de ninar, hoje, não falam mais de bois com caras pretas. Nesses dias, para domir, nos embalamos no som profundo e grutual do ódio ao fato de sermos quem somos.
Dias felizes...
E olhando aquela foto, resgatando um pouquinho da simplicidade daqueles dias, um "algo" acontece e, como uma tremenda bofetada de dedos espalmados, me mostrou a dura realidade daquilo que me tornei ou, ainda, do que todos nós nos tornamos quando envelhecemos.
O pressuposto é que, com a idade, o homem deveria ficar mais sábio. Discordo, com veêmencia, disso. A idade nos torna mesquinhos. Mais e mais centrados em nós mesmos, mas não de um modo livre.
Ao invés de passarmos a nos preocupar apenas em fazer o que nos dá prazer, mais e mais olhamos a volta caçando um motivo que seja para justificar o fato de que somos, todos, infelizes em grande parte. Não temos o que desejamos, não fazemos tudo o que queremos, as coisas não funcionam como deveriam, a maior parte de nosso dia é ocupado por algo que nos incomoda e no fim sempre culpamos alguém ou alguma coisa pelas nossas mazelas.
Vingança, cega e mal direcionada, é o que move a grande maioria das pessoas. O chefe, o vizinho, o conhecido que se deu bem na vida, Deus, Diabo, Azar ou seja lá qual for o alvo do "por causa disso eu estou assim", esquecemos de pensar que, as vezes, o maior mal causado a nós mesmos vem de dentro. E sempre, sempre e sempre, o sentimento do "um dia ele me paga" - sendo o "ele" qualquer coisa que não a própria pessoa - é a melodia que ouve-se dia após dia, do amanhecer ao alvorecer.
Nossas canções de ninar, hoje, não falam mais de bois com caras pretas. Nesses dias, para domir, nos embalamos no som profundo e grutual do ódio ao fato de sermos quem somos.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Senso de Humor
“A vida, segundo me parece, tem um estranho senso de humor, para o bem ou para o mal.”
Ao ler esta frase, recebida via SMS por um mui dileto amigo, a qual se referia a estranheza de que, durante os períodos mais atribulados de nossa vida, a mesma acaba por proporcionar-nos situações em que ora nos afundamos na maior das decepções, ora nos entupimos até as narinas de esperança.
É fato que, a ele, talvez tais definições sejam dignas de crítica. Mas o que me move, neste momento, é a constatação que algo, uma engrenagem por detrás dos panos, move-se independente do que nós decidimos para nossas vidas, nosso cotidiano e, especialmente, para nossos “planos futuros”.
A impressão que fica é que esse “algo”, essa “força oculta por detrás de tudo”, está, constantemente a conspirar para que, na maioria das vezes, nossas ações resultem em redundantes fracassos. Nosso destino, no fim das contas, está fora de nossas mãos, controlados por essa entidade, dotada de um imenso senso de humor negro, a qual se diverte em nos empurrar, para cima e para baixo, feito baratas perdidas em um labirinto sem saída, o qual tem como único objetivo, nos fazer padecer a míngua, enquanto somos observados atentamente em nossa agonia lenta, cega e solitária.
Mas, será mesmo? Ou será que não são apenas coincidências? Será, talvez, nossa eterna tentativa de justificar o injustificável? De achar uma razão no irracional? Nosso egocentrismo de pensar que somos tão especiais a ponto de ter um “ser supremo” exclusivamente para ferrar com nossa existência?
O que me lembra uma frase dita em um filme cujo título se perdeu em minha memória, a qual diz algo como: “Porque, às vezes, um rangido em uma casa velha é apenas um rangido em uma casa velha”.
Ao ler esta frase, recebida via SMS por um mui dileto amigo, a qual se referia a estranheza de que, durante os períodos mais atribulados de nossa vida, a mesma acaba por proporcionar-nos situações em que ora nos afundamos na maior das decepções, ora nos entupimos até as narinas de esperança.
É fato que, a ele, talvez tais definições sejam dignas de crítica. Mas o que me move, neste momento, é a constatação que algo, uma engrenagem por detrás dos panos, move-se independente do que nós decidimos para nossas vidas, nosso cotidiano e, especialmente, para nossos “planos futuros”.
A impressão que fica é que esse “algo”, essa “força oculta por detrás de tudo”, está, constantemente a conspirar para que, na maioria das vezes, nossas ações resultem em redundantes fracassos. Nosso destino, no fim das contas, está fora de nossas mãos, controlados por essa entidade, dotada de um imenso senso de humor negro, a qual se diverte em nos empurrar, para cima e para baixo, feito baratas perdidas em um labirinto sem saída, o qual tem como único objetivo, nos fazer padecer a míngua, enquanto somos observados atentamente em nossa agonia lenta, cega e solitária.
Mas, será mesmo? Ou será que não são apenas coincidências? Será, talvez, nossa eterna tentativa de justificar o injustificável? De achar uma razão no irracional? Nosso egocentrismo de pensar que somos tão especiais a ponto de ter um “ser supremo” exclusivamente para ferrar com nossa existência?
O que me lembra uma frase dita em um filme cujo título se perdeu em minha memória, a qual diz algo como: “Porque, às vezes, um rangido em uma casa velha é apenas um rangido em uma casa velha”.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
E continuando...
(aviso, antes de iniciar a leitura desta postagem o autor, no caso eu, recomenda a leitura do post anterior)
Alma, espírito ou seja lá qual for a terminologia que se queira escolher para definir esse "ser". Ele está aqui para aprender, experimentar, testar e avaliar.
A grande questão é: O que? Qual é o assunto a ser aprendido por "ele"?
Voltemos ao exemplo do computador (e apenas para esclarecimento, utilizo o "computador" com amplas liberdades de pensamento pois, como o próprio texto explicará, seria a mesma situação aplicada a nós).
No ambiente virtual, na web, o "plano digital", onde nossa existência é impossível, ele se torna nosso "eu". Ele é a versão digital de todos nós. E, ainda abusando da mencionada liberdade, vamos atribuir-lhe uma "consciência" nesse plano digital. Assim, ele vive nesse "plano", interage com ele, do mesmo modo como nos interagimos com nosso plano. E vem a questão: Mas ele sabe que esá sendo operado por um homem?
Resposta: Não! Assim como nossa consciência reflete nosso conjunto de aprendizado ao longo da vida, do mesmo modo, a "consciência" dele seria reflexo de sua programação. Ele segue o que foi programado, a base de seu comportamento são os dados inseridos nele, e ela vai se modificando a medida que novos dados são inseridos.
Isso me parece muito com o próprio desenvolvimento do homem, mas, continuemos.
Ele não tem consciência de que seus atos foram pré-programados, e que tudo que ele faz, na verdade, são comandos enviados por um ser "superior". Ele não tem consciência do teclado acoplado ao seu intelecto, e tudo o que nós digitamos ele compreende como sendo "pensamentos" dele. Ele faz o que se manda, sem ter a consciência de que são ordens. Ele testa, faz, desfaz, grava, apaga, modifica e etc, sob nossa orientação, mas "acreditando" que são decisões dele.
E o mais importante, ele não faz a menor idéia do que nós pretendemos. Ele não sabe o porque faz o que faz, o porque as coisas acontecem daquele jeito e, hipoteticamente, começa a criar teorias sobre isso.
O ponto é: o que nós fazemos com ele? Muito simples. Você pega cria um programa, faz toda a programação, coloca ele em um computador e deixa ele rodar para ver se ele funciona e o que vai acontecer. e para o computador? Bom, digamos que foi algo como "E se eu misturar salitre, enxofre e carvão, moer tudo e colocar fogo?". para nós o "resultado final" não seja apenas esse programa, mas sim, uma série deles ainda por ser feitos. Para o computador, aquilo foi uma experiência completa. Ele não faz idéia de que há mais por vir, e se fizer, encara como fruto de sua própria "inteligência". mas é provável que o que ele pense estja milhas distante do que pretendemos.
É o que, eu acho, ocorre conosco em relação ao "ser espiritual" ou "alma". Fomos programados? É possível. Do mesmo modo, é possível que o que fazemos, pensamos, sentimos, as coisas que ocorrem (ou não ocorrem) sejam o resultado dessa experimentação. Acontece conosco o que ocorre com o computador. Estamos cegos sobre o que "ele" quer aprender, e tratamos de lidar com nosso dia a dia, obedecendo (as vezes) nossa consciência, tomando decisões com base em nosso julgamento.
E assim como nosso hipotético computador consciente, teorizamos sobre o porque "somos assim", o porque "fazemos o que fazemos", gastamos tempo tentando fazer nossa mente atingir um nível de compreensão inalcançável. Seria como se o compuador tentasse saber como é o gosto de um copo de café em nosso plano.
E desse jeito esquecemos de fazer o óbvio: viver o momento presente.
Mas, no fim, é só uma teoria...
Alma, espírito ou seja lá qual for a terminologia que se queira escolher para definir esse "ser". Ele está aqui para aprender, experimentar, testar e avaliar.
A grande questão é: O que? Qual é o assunto a ser aprendido por "ele"?
Voltemos ao exemplo do computador (e apenas para esclarecimento, utilizo o "computador" com amplas liberdades de pensamento pois, como o próprio texto explicará, seria a mesma situação aplicada a nós).
No ambiente virtual, na web, o "plano digital", onde nossa existência é impossível, ele se torna nosso "eu". Ele é a versão digital de todos nós. E, ainda abusando da mencionada liberdade, vamos atribuir-lhe uma "consciência" nesse plano digital. Assim, ele vive nesse "plano", interage com ele, do mesmo modo como nos interagimos com nosso plano. E vem a questão: Mas ele sabe que esá sendo operado por um homem?
Resposta: Não! Assim como nossa consciência reflete nosso conjunto de aprendizado ao longo da vida, do mesmo modo, a "consciência" dele seria reflexo de sua programação. Ele segue o que foi programado, a base de seu comportamento são os dados inseridos nele, e ela vai se modificando a medida que novos dados são inseridos.
Isso me parece muito com o próprio desenvolvimento do homem, mas, continuemos.
Ele não tem consciência de que seus atos foram pré-programados, e que tudo que ele faz, na verdade, são comandos enviados por um ser "superior". Ele não tem consciência do teclado acoplado ao seu intelecto, e tudo o que nós digitamos ele compreende como sendo "pensamentos" dele. Ele faz o que se manda, sem ter a consciência de que são ordens. Ele testa, faz, desfaz, grava, apaga, modifica e etc, sob nossa orientação, mas "acreditando" que são decisões dele.
E o mais importante, ele não faz a menor idéia do que nós pretendemos. Ele não sabe o porque faz o que faz, o porque as coisas acontecem daquele jeito e, hipoteticamente, começa a criar teorias sobre isso.
O ponto é: o que nós fazemos com ele? Muito simples. Você pega cria um programa, faz toda a programação, coloca ele em um computador e deixa ele rodar para ver se ele funciona e o que vai acontecer. e para o computador? Bom, digamos que foi algo como "E se eu misturar salitre, enxofre e carvão, moer tudo e colocar fogo?". para nós o "resultado final" não seja apenas esse programa, mas sim, uma série deles ainda por ser feitos. Para o computador, aquilo foi uma experiência completa. Ele não faz idéia de que há mais por vir, e se fizer, encara como fruto de sua própria "inteligência". mas é provável que o que ele pense estja milhas distante do que pretendemos.
É o que, eu acho, ocorre conosco em relação ao "ser espiritual" ou "alma". Fomos programados? É possível. Do mesmo modo, é possível que o que fazemos, pensamos, sentimos, as coisas que ocorrem (ou não ocorrem) sejam o resultado dessa experimentação. Acontece conosco o que ocorre com o computador. Estamos cegos sobre o que "ele" quer aprender, e tratamos de lidar com nosso dia a dia, obedecendo (as vezes) nossa consciência, tomando decisões com base em nosso julgamento.
E assim como nosso hipotético computador consciente, teorizamos sobre o porque "somos assim", o porque "fazemos o que fazemos", gastamos tempo tentando fazer nossa mente atingir um nível de compreensão inalcançável. Seria como se o compuador tentasse saber como é o gosto de um copo de café em nosso plano.
E desse jeito esquecemos de fazer o óbvio: viver o momento presente.
Mas, no fim, é só uma teoria...
domingo, 3 de maio de 2009
Alma
Muitas vezes eu mesmo me vi envolvido em discussões que envolviam o assunto. “Onde fica a consciência, o que é a alma, o que espírito”.
Normalmente as pessoas com quem esse assunto surgia eram adeptas fervorosas de alguma religião, o que atrapalhava um pouco o desenvolvimento do assunto, pois a invariável resposta era “Alma é o que Deus deu a cada um de nós, e é o que nos diferencia dos animais”.
Poderia ser uma resposta satisfatória. Todo mundo tem uma alma, e quando morremos, fim de papo. Mas não. Segundo a crença católica, a alma “vai para a vida eterna”, segundo o Kardecismo “ela volta para a espiritualidade, para retornar mais tarde e continuar sua missão”.
E, por algum motivo, eu sempre discordei disso tudo. Houve até um tempo em que eu sequer acreditava na existência de uma alma, ou espírito,que para mim são exatamente a mesma coisa. E essa explicação religiosa (e estou incluindo o Kardecismo aqui, pois não considero ele como “Filosofia”) de que a alma vinha aqui apenas para sofrer, pagar suas dívidas e “evoluir” era papo-furado.
Mas, num pequeno lampejo ao vir do almoço, eu percebi que sim! Isso pode proceder! E a luz que surgiu foi justamente isso que você que esteja lendo isso está usando neste momento. O Computador.
A pequena discussão interna (sim, eu argumento comigo mesmo, apesar de isso parecer improdutivo) era sobre a memória, assunto para outra postagem, mas que acabou por conduzir a linha de pensamento nessa direção.
É deste modo. Imagine a web como sendo um “plano digital de existência” e nossa “realidade” como sendo um “plano físico de existência”. Nós, seres humanos, dotados de propriedades físicas limitadas, não conseguimos traduzir em nosso supercomplexo cérebro o código binário de um computador. Explico: não é possível pegar um arquivo de computador, transferi-lo para seu cérebro e “abri-lo” lá dentro. Nosso cérebro não é binário, e essa “linguagem” é impossível de ser operada DENTRO do cérebro. Para isso usamos um “ser” que faz a ponte entre os dois planos, o “plano digital” e o “plano físico”: O Computador.
Ele “pensa” na linguagem binária, e assim, traduzimos o “plano digital” para o “plano físico”. Ele é nosso “corpo” na web. E vem a pergunta, qual a finalidade de usar-se um computador? Qual a finalidade que damos a ele? Resposta: aprendizagem. Na web (uso esse exemplo pois ela é o maior motivo atualmente para se ter um computador) não procuramos por informações que já sabemos, e sim, por novos dados sobre coisas que já sabíamos, ou por informações sobre algo que queremos aprender.
E daí acabei fazendo a mesma relção entre corpo-espírito/alma. A alma, ou espírito, existe em um “plano espíritual”, enquanto o corpo vive no “plano físico”. E ela precisa aprender sobre este plano, ela faz experimentos aqui, testa teorias, mas não pode interagir diretamente com o plano físico, pois a linguagem física é imcompreensível para ela. Assim, o corpo se torna o “tradutor”, a ponte entre esse dois planos, exatamente como o computador.
E ainda outro detalhe. Proteção. Imagine que você está navegando na web e um vírus infecta seu computador e apaga todos os dados. Fisicamente você nada sofreria (a não ser a extrema irritação e desespero, mas isso não conta), sua saúde não seria afetada, seus conhecimentos também não. Você ainda saberia tudo o que sabia antes, o único que sofre é o computador que, neste caso, é descartável. O mesmo se aplica a alma/espírito. O corpo funcionaria como escudo para evitar que todo o aprendizado dela fosse afetado. A “saúde” da alma ficaria intacta caso algo acontecesse com o corpo, e este último seria descartado no caso de os danos serem sérios.
Continuarei neste assunto adiante. Ainda há material para mais uma postagem, e prefiro assim a fazer uma só postagem imensa.
Normalmente as pessoas com quem esse assunto surgia eram adeptas fervorosas de alguma religião, o que atrapalhava um pouco o desenvolvimento do assunto, pois a invariável resposta era “Alma é o que Deus deu a cada um de nós, e é o que nos diferencia dos animais”.
Poderia ser uma resposta satisfatória. Todo mundo tem uma alma, e quando morremos, fim de papo. Mas não. Segundo a crença católica, a alma “vai para a vida eterna”, segundo o Kardecismo “ela volta para a espiritualidade, para retornar mais tarde e continuar sua missão”.
E, por algum motivo, eu sempre discordei disso tudo. Houve até um tempo em que eu sequer acreditava na existência de uma alma, ou espírito,que para mim são exatamente a mesma coisa. E essa explicação religiosa (e estou incluindo o Kardecismo aqui, pois não considero ele como “Filosofia”) de que a alma vinha aqui apenas para sofrer, pagar suas dívidas e “evoluir” era papo-furado.
Mas, num pequeno lampejo ao vir do almoço, eu percebi que sim! Isso pode proceder! E a luz que surgiu foi justamente isso que você que esteja lendo isso está usando neste momento. O Computador.
A pequena discussão interna (sim, eu argumento comigo mesmo, apesar de isso parecer improdutivo) era sobre a memória, assunto para outra postagem, mas que acabou por conduzir a linha de pensamento nessa direção.
É deste modo. Imagine a web como sendo um “plano digital de existência” e nossa “realidade” como sendo um “plano físico de existência”. Nós, seres humanos, dotados de propriedades físicas limitadas, não conseguimos traduzir em nosso supercomplexo cérebro o código binário de um computador. Explico: não é possível pegar um arquivo de computador, transferi-lo para seu cérebro e “abri-lo” lá dentro. Nosso cérebro não é binário, e essa “linguagem” é impossível de ser operada DENTRO do cérebro. Para isso usamos um “ser” que faz a ponte entre os dois planos, o “plano digital” e o “plano físico”: O Computador.
Ele “pensa” na linguagem binária, e assim, traduzimos o “plano digital” para o “plano físico”. Ele é nosso “corpo” na web. E vem a pergunta, qual a finalidade de usar-se um computador? Qual a finalidade que damos a ele? Resposta: aprendizagem. Na web (uso esse exemplo pois ela é o maior motivo atualmente para se ter um computador) não procuramos por informações que já sabemos, e sim, por novos dados sobre coisas que já sabíamos, ou por informações sobre algo que queremos aprender.
E daí acabei fazendo a mesma relção entre corpo-espírito/alma. A alma, ou espírito, existe em um “plano espíritual”, enquanto o corpo vive no “plano físico”. E ela precisa aprender sobre este plano, ela faz experimentos aqui, testa teorias, mas não pode interagir diretamente com o plano físico, pois a linguagem física é imcompreensível para ela. Assim, o corpo se torna o “tradutor”, a ponte entre esse dois planos, exatamente como o computador.
E ainda outro detalhe. Proteção. Imagine que você está navegando na web e um vírus infecta seu computador e apaga todos os dados. Fisicamente você nada sofreria (a não ser a extrema irritação e desespero, mas isso não conta), sua saúde não seria afetada, seus conhecimentos também não. Você ainda saberia tudo o que sabia antes, o único que sofre é o computador que, neste caso, é descartável. O mesmo se aplica a alma/espírito. O corpo funcionaria como escudo para evitar que todo o aprendizado dela fosse afetado. A “saúde” da alma ficaria intacta caso algo acontecesse com o corpo, e este último seria descartado no caso de os danos serem sérios.
Continuarei neste assunto adiante. Ainda há material para mais uma postagem, e prefiro assim a fazer uma só postagem imensa.
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