quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Normais"?!

Ainda no inspirativo momento do "porque as coisas acontecem como acontecem", ontem, assistindo a mais um daqueles "chatíssimos" documentários de canais como o Discovery Channel, o tema era "O Universo".
depois de ouvir muita coisa que eu já sabia, coisas simples, corriqueiras, tais como o processo que leva uma estrela a "ascender", sabe, essas coisas que todo mundo poderia morrer sem saber que não iria fazer diferença nenhuma... enfim...

As tantas, os astrônomos começaram a enumerar as, e aqui repito as palavras deles, "coisas estranhas mais normais do universo" (sim, isso mesmo, uma coisa estranha e normal...), e a lista começou com os meninos-maus universais, os buracos negros, e começou a se estender para coisas ainda mais incomuns, estranhas e normais, tais como materia escura, anãs negras, ULGIR (Ultra Ligthing Galaxies in the Infra Red - Galaxias Ultra Luminosas no Infra Vermelho - em portugues daria para escrever GULIVer...) e finalmente energia escura.

Até que, no meio do documentário, uma astrônoma disse "a coisa mais estranha do universo, estranha mesmo, é a Terra"...

Deu um estalo. Concordo com ela. Se for considerar-se a quantidade de requisitos necessários para gerar vida, ou pelo menos, vida como a nossa, é tão grande, mas tão grande, que gozação a parte, um arroto mais forte do sol a algumas centenas de milhares de milenios e nada disso aqui existiria. E mesmo agora. Basta um terremoto solar mais forte e tchau Terra... ou pelo menos, tchau vida...

... E o povo preocupado com a crise nos Estado Unidos...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cara ou Coroa?

Da ultima postagem, a frase que ficou no fim.

Considere a quantidade de coisas que acotecem, e que podem mudar os rumos de sua vida. Considere a quantidade delas que aconteceram desde que você nasceu. Considere tudo. Pensando nisso, mais e mais acabo percebendo o quão imbecil é a pretenção de alguns em "prever o futuro".
É como na história de Édipo (se não me engano, sou mestre em trocar nomes). Resumindo, se seus pais não o tivessem levado ao oráculo, ele não teria sido abandonado a morte, não teria crescido sem saber quem era seu pai e não teria concretizado a profecia.
Ou seja, "prever o futuro", seja lá qual for, nada mais é do que forjar ferramentas para direcionar os atos naquela direção. Mas não é esse o ponto.

Tantas coisas precisaram acontecer, tantos eventos precisaram se encadear para que, neste momento, eu estivesse aqui, escrevendo isso que, se um ato, um gesto, um segundo que seja fosse alterado, eu provavelmente não estaria aqui ou sequer existiria. E nada garante que eu vou continuar aqui por muito tempo. Posso, ao escrever estas palavras, estar fazendo os últimos atos em vida. E cada gesto que eu faço altera meu futuro.

Desse modo, ao que me parece, sempre que alguém me pede uam explicação, eu deveria começar com "e no princípio houve uma explosão".

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Onde está o Futuro?

É comum, muito com por sinal, usarmos e escutarmos a expressão "planejar o futuro".
Pois bem. Estava eu assistindo um filme de comédia, com o único intuito de dar risadas com cenas absurdas, nada de pensar, nada de procurar entender a trama. O filme se mostrou um fracasso como comédia.
Mas...
Na parte final do filme houve aquela cena. Uma cena simples, duas pessoas conversando na cozinha de um restaurante. E nessa cena, desse filme ruim, um dos personagens resume de forma quase magistral um dos dilemas que afligem grande parte das pessoas: Como sou eu? Resumidamente, quase num clichê, ele disse: "E como saber o que podemos fazer, sem tentar? E se tentarmos, e não formos bom o suficiente, qual é o problema? O que os outros pensam não é o que nós devemos pensar." - algo assim.
E isso me levou a levantar a questão de planejar o futuro. Sim, é saudável fazer planos, é saudável ter "algo" em mente pois, nós - seres humanos - devido a nossa capacidade de raciocínio e de fazer escolhas, no fim, necessitamos absurdamente de um ponto fixo no horizonte de forma a guiar nossos passos.
Perdemos nossa capacidade de lidar com o presente, e apenas com ele. Hoje temos que pensar "a frente", temos que planejar o futuro, e isso é quase uma imposição. Pensamos em satisfazer nossas necessidas básicas, mas no futuro. "Eu vou precisar comprar um tenis novo, o meu está ficando velho". Note-se que, a isso, já está atrelada outra de nossas fraquezas: O consumismo.
Mas, por hora, fica apenas uma frase: "Tantas coisas podem ocorrer entre o agora e o próximo segundo, que pensar no próximo minuto é como jogar na loterial"

segunda-feira, 20 de abril de 2009

É óbvio que...

... o que...?

O que pode ser tão óbvio a ponto de levar o título de óbvio?
A tal frase, utilizada inescrupulosamente durante várias conversas sempre resulta na mesma coisa: alguém jorrando exemplos sobre algo que lhe é claro, ao mesmo tempo em que rebaixa seus ouvintes à mera classificação de "ignorantes".
Mas, e antes? E quando a clareza absoluta daquele assunto ainda era uma obscuridade sem precedentes, onde estaria o "óbvio"? Se tal coisa é óbvia, não deveria ser, em momento algum, necessária sua aprendizagem pois, afinal, é óbvia.
Isso sem falar naqueles que, mal e mal entendendo de um assunto qualquer de nível mais elevado (onde a própria definição de óbvio já é uma incomgruência), armam-se de explicações truncadas para, de um modo ou de outro, estenderem o estandarte de "isso é óbvio!". Muitas vezes, quando se pede para que se repita a explicação, tal sujeito se perde em meios a tortuosa própria linha de pensamento.
E este costume, que antes se restringia a poucoas classes profissionais (para dizer o mínimo), hoje alastra-se na mídia como um vírus. E o mais apavorante é ver quem abre mão do próprio raciocínio para engolir o palavrório alheio, sem sequer entender do que se trata, e muito menos se aprofundar no assunto.

Mas, é óbvio, sempre haveraõ os que discordam...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Do que se sente falta...

Apesar de rígido, sinto falta dos que partiram.

Fazem falta o sorriso, as perguntas previsíveis, o desvelo "meloso", a voz, a presença e o olhar...

Não há lágrimas. Só há a contundene saudade.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Postagem inicial (as 18:00... quase indo embora)

Caçava eu uma inspiração para a postagem inicial deste, que dentre outro, provavelmente será meu último blog, até o dia em que eu mudar de idéia.

Em busca de um assunto interessante e profundo, ou seja, aquelas coisas cheias de palavras rebuscadas e idéias repetidas sobre assuntos que tem dúzias de interpretações diferentes, cada uma com ao menos um livro escrito sobre, e que ninguém chega lugar nenhum, os intelectualóides se esbaldam em esticar as explicações até os beirais da razão e da lógica, e as pessoas comuns apenas sacodem a cabeça, acreditando piamente que aquilo não foi feito para seus cérebros comuns entenderem. E elas estão certas pois, se descontarmos a massagem no ego, nem mesmo os ditos intelectuais tem certeza sobre o que falam.

Enfim, em busca deste assunto, acabei ficando algum tempo observando a rua através do vidro da janela, ondulado simetricamente (aquele que parece ser várias “tiras” de vidro juntas).

E me veio a imagem que normalmente me vem, mas que eu raramente dou trela: As pessoas divididas em “pessoas” mais finas, iguais, e movimentando-se ao mesmo tempo.

E percebi que fazemos isso durante todo o dia. Nos dividimos em diferentes “eus” que nada mais são do que uma fatia de quem realmente somos.

Mas não digo isso no intuito de estender o assunto na direção do “e assim, percebi que nunca somos inteiramente nos mesmos... etc etc blá blá blá”. Percebi que, assim como o vidro, fazemos isso naturalmente.

Contudo, no fim das contas, sempre sabemos quem somos ou, pelo menos, temos a imagem mais completa possível.