sexta-feira, 8 de maio de 2009

E continuando...

(aviso, antes de iniciar a leitura desta postagem o autor, no caso eu, recomenda a leitura do post anterior)

Alma, espírito ou seja lá qual for a terminologia que se queira escolher para definir esse "ser". Ele está aqui para aprender, experimentar, testar e avaliar.

A grande questão é: O que? Qual é o assunto a ser aprendido por "ele"?

Voltemos ao exemplo do computador (e apenas para esclarecimento, utilizo o "computador" com amplas liberdades de pensamento pois, como o próprio texto explicará, seria a mesma situação aplicada a nós).

No ambiente virtual, na web, o "plano digital", onde nossa existência é impossível, ele se torna nosso "eu". Ele é a versão digital de todos nós. E, ainda abusando da mencionada liberdade, vamos atribuir-lhe uma "consciência" nesse plano digital. Assim, ele vive nesse "plano", interage com ele, do mesmo modo como nos interagimos com nosso plano. E vem a questão: Mas ele sabe que esá sendo operado por um homem?

Resposta: Não! Assim como nossa consciência reflete nosso conjunto de aprendizado ao longo da vida, do mesmo modo, a "consciência" dele seria reflexo de sua programação. Ele segue o que foi programado, a base de seu comportamento são os dados inseridos nele, e ela vai se modificando a medida que novos dados são inseridos.

Isso me parece muito com o próprio desenvolvimento do homem, mas, continuemos.

Ele não tem consciência de que seus atos foram pré-programados, e que tudo que ele faz, na verdade, são comandos enviados por um ser "superior". Ele não tem consciência do teclado acoplado ao seu intelecto, e tudo o que nós digitamos ele compreende como sendo "pensamentos" dele. Ele faz o que se manda, sem ter a consciência de que são ordens. Ele testa, faz, desfaz, grava, apaga, modifica e etc, sob nossa orientação, mas "acreditando" que são decisões dele.

E o mais importante, ele não faz a menor idéia do que nós pretendemos. Ele não sabe o porque faz o que faz, o porque as coisas acontecem daquele jeito e, hipoteticamente, começa a criar teorias sobre isso.

O ponto é: o que nós fazemos com ele? Muito simples. Você pega cria um programa, faz toda a programação, coloca ele em um computador e deixa ele rodar para ver se ele funciona e o que vai acontecer. e para o computador? Bom, digamos que foi algo como "E se eu misturar salitre, enxofre e carvão, moer tudo e colocar fogo?". para nós o "resultado final" não seja apenas esse programa, mas sim, uma série deles ainda por ser feitos. Para o computador, aquilo foi uma experiência completa. Ele não faz idéia de que há mais por vir, e se fizer, encara como fruto de sua própria "inteligência". mas é provável que o que ele pense estja milhas distante do que pretendemos.

É o que, eu acho, ocorre conosco em relação ao "ser espiritual" ou "alma". Fomos programados? É possível. Do mesmo modo, é possível que o que fazemos, pensamos, sentimos, as coisas que ocorrem (ou não ocorrem) sejam o resultado dessa experimentação. Acontece conosco o que ocorre com o computador. Estamos cegos sobre o que "ele" quer aprender, e tratamos de lidar com nosso dia a dia, obedecendo (as vezes) nossa consciência, tomando decisões com base em nosso julgamento.

E assim como nosso hipotético computador consciente, teorizamos sobre o porque "somos assim", o porque "fazemos o que fazemos", gastamos tempo tentando fazer nossa mente atingir um nível de compreensão inalcançável. Seria como se o compuador tentasse saber como é o gosto de um copo de café em nosso plano.

E desse jeito esquecemos de fazer o óbvio: viver o momento presente.

Mas, no fim, é só uma teoria...

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